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DIÁRIO ganha 2ª premiação nacional em uma semana

O DIÁRIO DO PARÁ recebe a sua segunda grande premiação nacional em menos de uma semana com a série “Suruí e a Guerrilha do Araguaia”, de autoria do repórter especial Ismael Machado e do fotógrafo Thiago Araújo: mais uma vez deixou para trás grandes veícul

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O DIÁRIO DO PARÁ recebe a sua segunda grande premiação nacional em menos de uma semana com a série “Suruí e a Guerrilha do Araguaia”, de autoria do repórter especial Ismael Machado e do fotógrafo Thiago Araújo: mais uma vez deixou para trás grandes veículos impressos nacionais e arrebatou o primeiro lugar do prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo, considerado entre as mais significativas distinções jornalísticas do país. O prêmio reconhece, ano a ano, trabalhos que valorizam a Democracia, a Cidadania e os Direitos Humanos nas mais variadas mídias.

Na quarta-feira passada a séria também ganhou primeiro lugar do Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo, promovido pela instituição do mesmo nome, em São Paulo. A série especial foi a grande premiada da noite, derrotando trabalhos dos jornais Folha de S. Paulo, Diário Catarinense, O Globo e Zero Hora. A série contou ainda com a participação do paginador e art-designer Márcio Alvarenga e dos editores Lázaro Magalhães e Octavio Cardoso (Fotografia), além da supervisão de Atorres e dos editores executivos Clayton Matos e Adaucto Couto, além da contribuição de Paulo Fonteles Filho.

Os representantes das onze instituições promotoras do 35º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos reunidos na manhã de ontem na sala Oscar Pedroso Horta da Câmara Municipal de São Paulo para divulgar os trabalhos vencedores deste ano. Jornalistas de todo o Brasil tiveram até 4 de agosto para inscrever suas matérias em nove categorias: Artes (ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos), Fotografia, Documentário de TV, Reportagem de TV, Rádio, Jornal, Revista, Internet e Categoria Especial (todas as mídias) que, neste ano, teve como tema “Violências e agressões físicas e morais contra jornalistas e contra direito à informação”. A edição 2013 do Prêmio recebeu a inscrição de 443 trabalhos. A solenidade de premiação acontecerá dia 22 de outubro (terça), às 19h30, no auditório Simón Bolívar do Memorial da América Latina.

A ideia de criar um prêmio que denunciasse a repressão, atribuindo-lhe o nome de Vladimir Herzog, surgiu dentro do Comitê Brasileiro de Anistia (CBA) de Minas Gerais, então presidido por Helena Grecco, em 1977, dois anos após o assassinato do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do DOI/CODI, em São Paulo.

Justiça e Liberdade

Primeiro prêmio explicitamente antifascista do País, o Vladimir Herzog foi, na verdade, uma decorrência da vontade da sociedade brasileira, que se batia então pela democracia e pelos ideais de justiça e liberdade. Sua primeira edição aconteceu em 1978, organizada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Comitê Brasileiro de Anistia, Comissão de Direitos Humanos da OAB, Comissão de Justiça e Paz da Cúria Metropolitana/SP, Associação Brasileira de Imprensa, Federação Nacional dos Jornalistas. O objetivo da premiação era estimular os jornalistas, numa época de forte censura, a denunciar estes abusos. Anualmente são premiadas nove categorias: artes, fotografia, Jornais, rádio, revista, internet, TV – Documentário, TV – Jornalismo e Tema Especial.

(Diário do Pará)

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