Uma assembleia marcada para a noite desta quinta-feira (3), na sede do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), decidirá se os servidores da saúde do Estado deflagrarão greve e se juntarão aos profissionais da educação num único movimento.
De acordo com Flávio Roberto, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Pará (Sepub), há adesão de várias categorias ligadas à saúde. "Hoje, devemos fechar o documento com cerca de 20 sindicatos presentes. Na última reunião, nós fomos em número de seis, mas agora o grupo está mais coeso", avalia.
Flávio, que também é presidente da Associação dos Servidores da Santa Casa de Misericórdia do Pará (Afscamp), explica ainda que a categoria briga pela adequação à lei nº 5.810 que dá direitos iguais a todos. "Temos vários itens dados como ganhos aos servidores, a exemplo dos 22,45% e a insalubridade, que estão sendo descumpridos pelo governo; queremos a isonomia do vale-alimentação. A diferença chega a ser gritante, alguns ganham apenas R$ 200 do benefício, enquanto outros chegam a receber até R$ 1.200", conta.
Segundo a comissão de servidores, as principais reivindicações são: plano de cargos carreira e remuneração (PCCR); a inclusão dos 22,45% no contra-cheque, de imediato; 50% de insalubridade; 25% de adicional noturno não pago pelo governo, que paga apenas 10%; isonomia do vale-alimentação em R$ 650; terceirizações sem responsabilidade fiscal e a realização de concurso público.
A reportagem do DOL tenta contato com a Secretaria de Comunicação do governo para obter um posicionamento sobre o assunto.
(Kleberson Santos com informações de Cláudio Darwich/DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar