Um entulho repleto de lixo hospitalar, despejado na manhã do último sábado (5), em uma rua do distrito de Icoaraci, em Belém, revoltou os moradores da comunidade. Segundo eles, o lixo, composto por seringas, agulhas, embalagens de insulina e algodão sujo de sangue foi jogado por um caminhão coletor de resíduos, que prestaria serviço para o Hospital Aberlado Santos.
“O que mais revoltou a gente foi que um menino de oito anos, daqui da rua, ainda foi ferido por uma agulha jogada no meio do entulho. Isso é um absurdo e uma grande irresponsabilidade, tanto de quem disponibilizou esse entulho como de quem contratou esse serviço”, afirmou a dona de casa Andreza do Socorro.
O lixo foi jogado no fim da rua Menino Deus, no bairro da Agulha, periferia de Icoaraci. De acordo com a aposentada Maria Luiza Santos, 78 anos, o entulho foi encomendado por uma associação de moradores da comunidade, que teria pedido a contribuição de várias pessoas para contratar o serviço.
“A gente não é contra o serviço de entulho. Muito pelo contrário, aqui na área muitas casas precisam ter os terrenos aterrados. A nossa preocupação é a forma como esse serviço foi feito. O entulho foi retirado de uma obra do hospital e jogado no meio da rua sem nenhum cuidado”, criticou a aposentada.
Segundo um morador da área, que preferiu não ter o nome divulgado, o entulho foi jogado por volta das 11h do sábado. E, logo após o despejo, várias crianças da comunidade tiveram contato com os dejetos do hospital.
“Assim que o caminhão despejou o aterro, as crianças foram brincar em cima do monte de lixo misturado com pedra. E o que a gente mais via era menino segurando seringa e agulha suja de sangue”, afirmou um morador revoltado com a situação.
Em nota enviada ao DIÁRIO, a direção do Hospital Regional Abelardo Santos informou que o lixo infectante produzido pelo hospital é coletado por empresa especializada, que cumpre a legislação sanitária vigente.
No entanto, em função da denúncia, a unidade de saúde enviará uma equipe ao local para averiguar a situação e tomar as providências necessárias.
(Diário do Pará)
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