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Dois times, um objetivo em comum

Sem competições nesse segundo semestre para seus profissionais, o Sub-20 do Remo tem sido o foco das atenções do torcedor. Neste time, destacam-se jogadores com rodagem no profissional há pelo menos 2 anos, como o lateral Alex Ruan e o atacante Jayme. Por

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Sem competições nesse segundo semestre para seus profissionais, o Sub-20 do Remo tem sido o foco das atenções do torcedor. Neste time, destacam-se jogadores com rodagem no profissional há pelo menos 2 anos, como o lateral Alex Ruan e o atacante Jayme. Por outro lado, no time profissional que tem disputado jogos amistosos, o técnico Charles Guerreiro tem podido contar com poucos atletas experientes em seu elenco, e o resultado é que a cada jogo novos atletas jovens são içados ao time principal, como foi com o lateral esquerdo William e o meia Ted. Base e elenco profissional se misturam e até se confundem nesse momento. Então, como será que os comandantes desses dois departamentos azulinos lidam com essa relação?

Para o chefe do elenco profissional, Charles Guerreiro, o momento é propício para os testes e experiências envolvendo os jovens jogadores e ele tem procurado observar o rendimento de cada um. “É muito complicado você ser aproveitado numa equipe profissional como a do Remo com a cobrança da torcida pelo resultado, em jogos valendo três pontos. Nesse momento, com pressão menor, o jogador pode ganhar a confiança que vai ser necessária mais à frente, quando ele for puxado para resolver”, diz o técnico.

Responsável pela montagem do elenco para a próxima temporada, no momento Charles conta com poucos atletas experientes no grupo, em sua maioria remanescentes do grupo que disputou o Parazão 2013, e ele admite que pretende sim contar com mais atletas maduros no seu elenco, mas garante que conquistar seu espaço é algo que depende dos jogadores.

“Chegamos à final do Parazão com o Jayme de titular no ataque do Paragominas. Tínhamos atletas mais experientes, mas ele ganhou seu espaço. Assim vai ser com quem mostrar talento e personalidade. É o atleta quem se escala e isso independe da idade”, comenta Charles.
Vice-campeão paraense de profissionais em 2009, comandando o São Raimundo de Santarém, o atual técnico do Sub-20 azulino, Walter Lima, afirma que futebol de base e profissional são departamentos diferentes. “Não há uma negociação ou algo do tipo, basicamente fazemos nosso trabalho na base e sempre que o profissional solicita um jogador nós o liberamos. A base existe para alimentar o time profissional e isso é o que fazemos”, comentou o técnico.

Waltinho afirma que não há um planejamento para aproveitamento dos jogadores da base no time principal, mas que isso é uma situação que ocorre naturalmente pela necessidade e que, quando os dois times demandam, a prioridade vai para a equipe principal.
O que o torcedor espera, portanto, é que a dinâmica entre base e profissional funcione sempre da forma como está sendo agora, harmonicamente. Quem sabe assim, o 2014 do Leão será bem diferente dos últimos anos.

(Diário do Pará)

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