A Cooperativa de Médicos Anestesiologistas do Pará (Coopanest-PA) informou, ontem, que cerca de 100 pessoas, que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), são prejudicadas diariamente em Ananindeua. São pacientes que, desde o último dia 7 aguardam a solução do impasse entre a Prefeitura Municipal e a Coopanest-PA para terem acesso a procedimentos cirúrgicos e ambulatoriais e que necessitam de anestesia.
De acordo com a cooperativa, os médicos pararam porque a atual gestão da Secretaria Municipal de Saúde se recusa a assinar o contrato que garante a renovação do convênio.
“A verdade é que nós já tentamos diálogo, já insistimos, e o secretário não mostrou nenhum interesse em renovar o contrato. Ele está irredutível. Enquanto continuar essa situação, vamos atender só casos particulares. A única prejudicada por conta dessa história toda é a população”, afirma Luis Paulo Mesquita, presidente da Coopanest-PA. Segundo Luis Paulo, a secretaria municipal, este ano, disse que a cooperativa necessitava negociar o contrato com os próprios hospitais. “Garantir o direito à saúde e oferecer acesso ao básico é dever do município e do Estado. Os hospitais não têm interesse em negociar conosco porque fica oneroso para os dois lados”, explica.
Segundo o presidente da Coopanest-PA, o custo médio do contrato para a Prefeitura varia entre R$ 80 a 100 mil, dependendo do número de procedimentos realizados por mês.
“É claro que a Prefeitura de Ananindeua não tem obrigação em fechar o contrato conosco, mas nós também não temos obrigação de fechá-lo com os hospitais. Como é um procedimento eletivo, há quem consiga contornar a situação e pagar de forma particular, até porque nós não estamos cobrando um preço absurdo. Mas a grande maioria da111 população não tem condições de arcar com as despesas e está desamparada”, completa Luis Paulo Mesquita.
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