Uma paralisação, em protesto contra o leilão do Campo de Libra, que deve ser realizado na próxima segunda-feira (21), marcou o dia dos funcionários da Petrobras e subsidiárias no Pará. Nesta quinta-feira (17), os trabalhadores realizaram um ato em frente ao prédio administrativo da empresa, na avenida Alcindo Cacela, em Belém. O grupo segue o movimento nacional, que inicou a paralisação nesta quarta-feira (16).
De acordo com o comando de greve, 100% dos trabalhadores, entre funcionários e terceirizados, estão de braços cruzados em todo o país.
Na região Norte, os servidores da Petrobras são representados pela Província de Urucu, no Amazonas, que produz o gás liquefeito do petróleo, o glp, conhecido como gás de cozinha.
Uma outra manifestação está agendada para a tarde de hoje na Praça do Operário, em São Brás, onde professores em greve também vão realizar um protesto.
PETROBRAS
Em nota, a Petrobras confirma que foi informada de que a greve tem como principais motivadores o leilão de Libra e o Projeto de Lei 4330, sobre os quais não cabe posicionamento da empresa.
"A companhia tem como prática nesse tipo de mobilização tomar todas as medidas necessárias para garantir suas operações, de modo a não haver qualquer prejuízo às atividades da empresa e ao abastecimento do mercado, sendo mantidas as condições de segurança dos trabalhadores e das instalações da companhia", afirma a nota.
Sobre as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2013, a Petrobras ressalta que realizou uma série de reuniões com as entidades sindicais e apresentou sua proposta ao longo das últimas semanas. Além de uma proposta completa para as cláusulas sociais relacionadas ao plano de saúde, benefícios educacionais, saúde, segurança, condições de trabalho, a empresa propôs um reajuste de 7,68% e uma gratificação equivalente a uma remuneração, entre outros ganhos econômicos. A Petrobras afirma que está aberta ao processo de negociação com as entidades sindicais sobre o ACT 2013.
(DOL)
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