Durou cerca de três horas a marcha dos profissionais de educação realizada nesta quinta-feira (17), pelas ruas de Belém. Em greve desde o dia 23 de setembro, a passeata foi mais uma forma de pressionar o governo para atender as reivindicações da categoria.
A marcha reuniu cerca de três mil pessoas, segundo Alberto Andrade, secretário Geral do Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará). Além dos profissionais de educação, participaram alunos das escolas públicas e representantes do MST e dos petroleiros, que anunciaram greve a partir de meia-noite.
“Foi um dia gratificante que mostrou o vigor da greve e da categoria”, disse.
SPRAY DE PIMENTA
A parada saiu de São Brás e seguiu até a Praça da República. Em uma das paradas, em frente ao CIG (Centro Integrado de Governo), os ânimos se exaltaram e policiais militares chegaram a espirrar spray de pimenta contra os professores.
REIVINDICAÇÕES
Além do reajuste salarial, os profissionais querem estruturação das escolas; inclusão no PCCR (Plano de Cargos e Carreiras) dos demais trabalhadores em educação, jornada de trabalho com garantia de no mínimo 1/3 para hora atividade e pagamento do retroativo do Piso Salarial de 2011, entre outras reivindicações.
“Não vamos ceder enquanto não houver uma contraproposta justa do Governo do Estado”, declarou Andrade.
Uma assembleia geral marcada para às 15h, desta sexta-feira (18), na sede do Paysandu, vai discutir os próximos passos do movimento.
(Antonio Santos/DOL)
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