Servidores do Departamento de Trânsito do Pará (Detran), em assembleia realizada na manhã de ontem, decidiram que hoje farão paralisação de advertência durante 24 horas como forma de pressionar o governo do Estado para retomar as negociações a respeito da implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) e da realização de concurso público, pleitos da greve realizada de 19 a 26 de abril de 2013. Segundo o Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran), desde maio as negociações foram paralisadas.
Durante manifestação a ser realizada na sede do Detran, na avenida Augusto Montenegro, bairro Mangueirão, estarão em pauta ainda as péssimas condições de trabalho e de qualidade de atendimento ao usuário.
Entre as denúncias estão a falta de papel higiênico e outros materiais de limpeza, água potável e manutenção do sistema de refrigeração, penalizando também os usuários. A situação é ainda mais complicada em dias de grande movimentação no órgão.
“São problemas relativamente simples de resolver para um órgão que arrecada tanto. Isso infelizmente demonstra o descaso da gestão com os servidores e com os usuários”, argumentou Elizabeth Carvalho, vice-presidente do Sindetran.
Acusações
O sindicato promete fazer novas acusações contra o governo do Estado após visitas nas sedes no interior do Pará. Um dos objetivos, segundo a categoria, é demonstrar a mobilização dos servidores e o quanto o governo terá a perder caso não sejam retomadas as negociações a respeito do pleito proposto desde abril.
A pressão aumenta porque se aproxima a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), na qual as reivindicações de concurso público para preencher 900 vagas e instauração do PCCR não estariam contidas na proposta original que será apresentada pelo governo.
Outros temas entraram na pauta do sindicato, como os recentes convênios firmados entre a Polícia Militar (PM) e a recém-criada Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), que também serão discutidos durante o ato público. “Nossa intenção é desconstruir esta visão midiática de um governo fantasioso que parece perfeito na propaganda mas não respeita nem a dignidade do servidor, que precisa trabalhar sem sistema de refrigeração num prédio abafado como é o nosso”, disse o presidente do sindicato, Elison Oliveira.
(Diário do Pará)
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