O Ministério Público Federal reuniu representantes de grandes empresas produtoras, institutos de pesquisas e membros do órgão federal para analisar e debater as principais questões sobre iniciativas para a defesa da sustentabilidade ambiental na Amazônia, no Encontro Regional de Procuradores da República na Amazônia. Ontem foi o primeiro dia do evento, realizado no auditório do Edifício Evolution, no Umarizal, em Belém.
“Esse debate visa mostrar os trabalhos que deram certo ao longo dos últimos anos e onde podemos e precisamos avançar. O foco da discussão é mundial e precisamos resgatar o déficit histórico com desafio de garantir preservação ambiental”, explica Daniel Avelino, procurador.
O desmatamento foi o principal ponto a ser apresentado e debatido entre a plateia. Paulo Barreto, pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), revelou que São Félix do Xingu lidera o ranking dos municípios que mais desmatam de forma ilegal. Cerca de 90% dos que desmatam é de forma ilegal e muitas vezes sequer é dono da área”, diz. “Falta mais fiscalização e eficácia de responsabilização final”, acrescenta.
O pesquisador conta que, desde 2007, as operações “Arco de Fogo” e “Boi Prata” apreenderam, no sul do Pará, três mil cabeças de gado dentro de uma reserva biológica e mais de trinta mil metros cúbicos de madeira em Tailândia. “A fiscalização tem aumentado e mostrou que os 36 municípios da Amazônia Legal correspondia a 50% da área de desmatamento”. Tudo o que é apreendido é leiloado ou destinado a instituições.
Ainda durante o encontro, foi ressaltado que a existência da ação de fiscalização promovida pelo MPF desde 2009 visa o cumprimento da legislação ambiental em toda a cadeia produtora, incentivando os principais interessados no ramo a exigir as normas dos fornecedores.
(Diário do Pará)
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