Um estudo publicado na revista Science nesta sexta-feira (18) estimou que existem aproximadamente 16 mil espécies de árvores na Amazônia, mas metade de todas as árvores pertence a apenas 227 espécies (1,4% do total), enquanto que 11 mil espécies estão entre as mais raras e representam apenas 0,12% das árvores.
Nos 6 milhões de quilômetros quadrados da grande Amazônia, incluindo a bacia Amazônica e as Guianas, o estudo estimou cerca de 400 bilhões o número de árvores existentes. Para os especialistas, a presença das hiperdominantes pode ajudar a entender como a Amazônia funciona hoje e como poderá funcionar no futuro.
No topo do ranking das mais abundantes estão o açaí, espécies da família da castanha-da-Amazônia, patauá, buriti, barriguda, paxiúba, murumuru (parente do tucumã), breu e seringueira, a maioria palmeiras e conhecidas pelas populações locais.
“Não esperava um número tão grande de palmeiras”, diz Rafael Salomão, um dos 120 coautores do artigo. O engenheiro florestal do Museu Emílio Goeldi, em Belém, contribuiu para o estudo com inventários de 105 parcelas. Salomão, em entrevista a FolhaPress diz que, na sua experiência, “as árvores mais abundantes são também as mais úteis para os seres humanos”, como a seringueira.
(DOL)
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