Representantes do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Pará, junto do empresários do ramo irão se reunir nesta sexta-feira (18), com o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, para tratar do projeto de Lei que, se aprovado pela Câmara Municipal de Belém, vai limitar o horário de funcionamento dos estabelecimentos que vendem bebida alcoólica. O encontro acontece na sede da prefeitura, no Palácio Antônio Lemos, no bairro do Comércio.
"Nossa posição é totalmente contrária ao projeto. Já temos uma lei que está vigente e funciona, além de que ela é recente", diz Rita Paranhos, vice-presidente do sindicato. Ela lembra ainda que em Belém "as pessoas têm o costume de sair de casa a partir da meia noite, então não tem como encerrar as programações dos bares e casas noturnas às duas horas".
Os empresários donos de bares e afins questionam a justificativa da Prefeitura de Belém, que alega que a lei servirá para reduzir os índices de criminalidade. "O problema está na fiscalização, que não funciona. São poucas equipes e carros para realizar o trabalho”, diz Fernando Soares, advogado do sindicato.
Soares completa dizendo que na reunião os representantes vão tentar "mostrar para o prefeito que o projeto atual é eficaz e que deve ser mantido. "Vamos tentar que o projeto não vá para votação na Câmara", afirma.
A prefeitura de Belém afirma que o assunto será debatido. "Essa é apenas a primeira de várias reuniões que vamos ter. Não queremos prejudicar o segmento. A prefeitura só quer o melhor para a população”, diz o vereador Mauro Freitas, líder da bancada do governo na Câmara dos Vereadores.
Para o vereador José Scaff (PMDB), o assunto não pode ser tratado com tanta rapidez. "Solicitamos uma audiência pública para que o assunto seja debatido com clareza e com a participação dos empresários e dos trabalhadores da área. Esse é um assunto muito amplo, não queremos debater em pouco espaço de tempo na Câmara", afirma.
Caso o projeto de lei seja aprovado, os estabelecimentos terão que reduzir gastos, o que deve gerar milhares de demissões.
(DOL)
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