Após cerca de oito horas de negociação com cinco secretários estaduais, nesta segunda-feira (21), trabalhadores do Movimento Sem Terra (MST) do Pará decidiram se manter em estado de mobilização e voltarão a ocupar a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Belém.
De acordo com Ulysses Manassas, coordenador do MST no Pará, as pautas referentes a reforma agrária tiveram poucos avanços e o objetivo agora é direcionar os atos também ao governo federal. "Os secretários do Estado reconheceram que nos últimos três anos nem 10% das pautas avançaram no Pará. Sobre a questão fundiária, o Iterpa não se comprometeu com nada. Tudo está em fase de estudo. Agora vamos exigir também do governo federal", afirma.
A reforma agrária, e as condições de melhorias nos assentamentos foram os pontos principais da discussão. Energia elétrica, infraestrutura de máquinas para a agroindústria e escolas também foram debatidos.
Após a realização de assembleia, realizada entre integrantes do movimento logo após o término da reunião com os secretários, os trabalhadores decidiram que voltarão para a sede do Incra ainda hoje.
Através de nota, a Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip) informou que o desfio da produção nos assentamentos é grande e não depende somente do governo do Estado. Quanto ao avanço das demandas, a secretaria afirma que depende também da organização e do próprio movimento.
A Sedip disse ainda que o Governo do Estado e o MST firmaram um agenda em comum para avançar nas negociações.
(DOL)
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