Trabalhadores do Movimento Sem Terra (MST) se reúnem, na manhã desta terça-feira (22), com representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na tentativa de avançar nas negociações, sendo as últimas consideradas insatisfatórias. Participam também do encontro a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e responsáveis pelo Programa Terra Legal Amazônia.
Reunião é realizada no prédio do Incra, onde o MST está acampado (Foto: Cézar Magalhães/Diário do Pará)
De acordo com Ulisses Manassas, diretor estadual do movimento, caso não haja avanços na reunião de hoje os trabalhadores pretendem radicalizar nas manifestações. "Vamos ver o que o governo preparou para nos apresentar sobre nossas pautas reivindicadas. Se não avançar, vamos radicalizar", disse, Ulisses.
Homens, mulheres e crianças do MST voltaram a ocupar desde a tarde de ontem o prédio do Incra, travessa do Chaco, em Belém, para forçar a conversa com o governo sobre as pautas expostas desde 2010 e que ainda não foram cumpridas. Na reunião realizada no mesmo dia, no prédio da Secretaria Estadual de Agricultura Pará (Sagri), os trabalhadores consideraram a conversa do com o governo do Estado insatisfatória.
Trabalhadores do MST ocupam todo o prédio do Incra, em Belém (Foto: Cézar Magalhães/Diário do Pará)
"Não estamos muito otimistas com esta reunião de hoje. Ontem, as secretarias do governo apenas ratificaram o que já tinha sido comprometido há três anos. Não vamos desocupar o prédio do Incra se não tiver acordo", informou Ulisses Manassas.
Entre as pautas do movimento estão a questão fundiária, desapropriação de áreas, educação, mais fomentos, melhoria da infraestrutura de escoamento de produtos, construção de escolas e postos de saúde nos assentamentos, bem como instalação de infocentros.
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(DOL)
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