Os 23 anestesiologistas que prestam serviços à rede pública de Saúde em Ananindeua aguardam por uma definição do secretário Municipal de Saúde (Sesau), Marco Antônio, sobre a renovação do convênio com a Cooperativa de Médicos Anestesiologistas do Estado do Pará (Coopanest-PA). Os profissionais completam nesta terça-feira (22), 16 dias com as atividades paralisadas.
De acordo com o Coopanest-PA, o contrato é fundamental para que os especialistas possam voltar aos trabalhos com a segurança de que irão receber os honorários no final do mês. "Na semana passada, durante reunião mediada pelo Ministério Público, o titular da Sesau se comprometeu em telefonar para a Coopanest para mais uma tentativa de acordo, mas sete dias já se passou desde então e nenhum contato foi feito", informou a cooperativa.
Para Luis Paulo Mesquita, presidente da cooperativa, quem mais sofre com o imnpasse é a população de Ananindeua, pois dezenas de cirurgias deixaram de ser feitas nesses últimos dias, sem contar os procedimentos ambulatoriais que requerem da aplicação de anestesia. “A população de baixa renda é a que mais sofre. Sem terem culpa de alguma coisa, estas pessoas se tornaram vítimas de um sistema que tem tudo para dar certo, depende apenas da boa vontade da gestão”, lamentou Luis Paulo.
Os anestesiologistas estão com as atividades suspensas desde o último dia 7, dois dias depois o contrato anterior ter chegado ao fim. Ainda segundo a cooperativa, a decisão de suspender as atividades partir da própria comunidade de anestesiologistas que "não pode trabalhar sem ter a garantia de um contrato que assegure os direitos trabalhistas".
(DOL com informações da Coopanest-PA)
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