Os profissionais da Cooperativa de Médicos Anestesiologistas do Pará (Coopanest-PA), que prestavam serviços à prefeitura de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, deixaram de atender os pacientes na rede pública desde o dia sete de outubro. O contrato firmado com o município encerrou e a proposta de renovação, que prevê a contratação direta entre o hospital e o profissional, não contempla a categoria. De acordo com o presidente da cooperativa, Luiz Paulo Mesquita, os 23 anestesiologistas que prestavam serviços aguardam por uma definição da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) sobre a possibilidade de renovar o convênio. “A proposta que temos é de fecharmos acordo com pelo menos quatro hospitais da rede pública municipal e que atenda baixa e média complexidade, mas e os ambulatórios? Vão ficar descobertos. Quem sofre com isso é a população”, explicou.
O contrato, segundo a cooperativa, garante que os especialistas voltem ao trabalho com a segurança de receber os honorários ao findar o mês. Diante do impasse, a cooperativa alerta para as dezenas de cirurgias que deixam de ser feitas, assim como os procedimentos ambulatoriais que requerem da aplicação de anestesia. “A população de baixa renda é a que mais sofre. Sem terem culpa de alguma coisa, estas pessoas se tornaram vítimas de um sistema que tem tudo para dar certo, depende apenas da boa vontade da gestão”, lamentou Luis Paulo Mesquita.
A proposta da prefeitura, que prevê um novo convênio, dessa vez firmado a partir de contratos diretos entre a Coopanest-PA e os próprios hospitais, é considerado inviável pelo presidente da cooperativa, Luis Paulo, em virtude do custo oneroso para ambas as partes.
Em nota, a Sesau informou que durante a reunião ocorrida no dia 17 de outubro com os representantes da Coopanest e de hospitais nenhum acordo foi firmado, pois a cooperativa se recusa a firmar contrato diretamente com os prestadores de serviço, e prefere fazê-lo diretamente com a Secretaria, “sendo este último meio legalmente inviável, de acordo, inclusive, com o Ministério Público do Estado, que se fez presente na reunião na pessoa da promotora Dra. Ioná Souza”, informa a nota. Segundo a assessoria de comunicação, a secretaria se comprometeu em até o fim desta semana realizar uma nova reunião com a cooperativa.
(Diário do Pará)
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