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Acusados de mandar matar sindicalista vão a júri

Sem hora para terminar, começa nesta quinta-feira (24), no Fórum Criminal da Capital, na Cidade Velha, em Belém, o julgamento do fazendeiro Lorival de Souza Costa, conhecido como Pirrucha, e seu ex-empregado Domício Souza Neto, conhecido por Raoul. Ambos

Sem hora para terminar, começa nesta quinta-feira (24), no Fórum Criminal da Capital, na Cidade Velha, em Belém, o julgamento do fazendeiro Lorival de Souza Costa, conhecido como Pirrucha, e seu ex-empregado Domício Souza Neto, conhecido por Raoul. Ambos são acusados e participar da morte do sindicalista José Dutra da Costa, o Dezinho, em novembro de 2000.

O juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, titular do 2º Tribunal do Júri da Capital é quem preside a sessão. Na tribuna da acusação atuará o promotor de justiça Franklin Prado e em defesa de Perrucha e Raoul, os advogados Antonio Freitas Leite Júnior e Thiago Machado, respectivamente.

Estão previstos os depoimentos de 18 testemunhas, entre elas seis do grupo da acusação, e as demais indicadas pela defesa, além do interrogatório dos acusados. O órgão colegiado acolheu pedido do representante do Ministério Público do Estado na comarca, para garantir a segurança e isenção dos jurados.

O julgamento foi desaforado da comarca de Rodon do Pará, jurisdição do crime para Belém em decisão unânime dos desembargadores das Câmaras Criminais Reunidas do TJPA.

CONHEÇA O CASO

O crime ocorrido no dia 21 de novembro de 2000, no município de Rondon do Pará, mais de 500 quilômetros de Belém, conforme as investigações teria sido motivado por conflitos pela posse de terra, na Região do Sudeste do Estado. À época, o sindicalista José Dutra da Costa, conhecido como Dezinho, presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon e denunciava o trabalho escravo praticado em fazendas da Região.

Dezinho também apoiava a luta das famílias sem terra, pela desapropriação dos latifúndios improdutivos e a arrecadação das terras griladas no município. Após sua morte Maria Joel, viúva do líder sindical assumiu a bandeira de luta do marido, e atualmente vive sob proteção do Estado por sofrer ameaçada de morte de fazendeiros da região.

O fazendeiro Lourival de Souza Costa responde pela acusação de ser um dos mandantes do crime. Também acusado pelo representante do Ministério Público do Estado o filho dele, Domício de Sousa Neto que também será julgado. Domício aul, filho de Lorival teria intermediado o crime e fornecido a arma usada pelo executor Wellington de Jesus. Este último já foi julgado e condenado a pena de 29 anos de reclusão em regime inicial fechado, em 2006.

Outro fazendeiro e madeireiro da região Décio José Barros Nunes, o Delsão, também responde como mandante da execução, sendo que seu processo foi desmembrado por se encontrar em grau de grau de recurso.

(DOL com informações do TJ/PA)

Lorival
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