Após a ocupação do prédio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) por servidores da rede estadual de ensino do Pará completar 24 horas, representantes do governo do Estado afirmaram nesta quarta-feira (24) que irão entrar com um processo contra os manifestantes e se recusaram a comentar os conflitos ocorridos no local durante a manhã de hoje.
O pronunciamento foi feito pelo secretário especial de Promoção Social, Alex Fiúza de Melo, durante uma coletiva de imprensa, realizada no Centro Integrado de Governo (CIG).
O secretário caracterizou a ocupação como "anti-democrática" e afirmou que, durante o ato, os manifestantes danificaram o servidor de computadores locais, o que pode ter apagado informações sobre os vencimentos de 40 mil servidores do órgão, e que os pagamentos podem ser prejudicados. A própria diretoria da Seduc já havia também afirmado essa posição e registrado um Boletim de Ocorrência contra os servidores.
Alex Fiúza ainda afirmou que uma equipe do Instituto Renato Chaves realizou perícia no local e que o governo espera o resultado do laudo para entrar com um processo de reparação de danos.
O secretario também reafirmou a posição do governo de negociar com os trabalhadores apenas após o fim da greve, e reiterou que o Pará ainda não tem verba para pagar o retroativo dos profissionais, uma das reivindicações dos grevistas.
Sobre os conflitos ocorridos na manhã de hoje entre a Polícia Militar e os manifestantes, o secretario afirmou que não iria se pronunciar, pois desconhecia o confronto ocorrido no local.
Durante a manhã, os policiais que estavam na secretaria utilizaram spray de pimenta para deter pessoas que tentavam entregar água para os manifestantes que ocupam a Seduc. Algumas pessoas passaram mal, uma idosa chegou a desmaiar e repórteres que cobriam a ação também foram alvos do spray.
(DOL com informações de Isaac Senna/Rádio Clube)
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