Os réus, o fazendeiro Lorival de Souza Costa, o “Pirrucha”, e seu ex-empregado Domício Souza Neto, não compareceram ao julgamento popular que está sendo realizado nesta quinta-feira (24). Eles são acusados, junto com mais três pessoas, de participarem da morte do sindicalista José Dutra da Costa, conhecido como “Dezinho”, que na época presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará. Os acusados respondem ao processo em liberdade.
No começo da sessão, o advogado Antonio Freitas Leite Júnior, que atua na defesa de Lorival, apresentou laudo médico, informando que o réu está com câncer em fase terminal. Seu ex-empregado Domício, também justificou a ausência com atestado médico.
Das 18 testemunhas que seriam ouvidas, cinco compareceram. Mônica Ramos de Souza, parente do “Pirrucha”, foi arrolada pela acusação (MPE) e pela defesa de Domício. A primeira testemunha ouvida foi a viúva do sindicalista assassinado. Ela relatou ameaças enfrentadas pelo marido por conta das denúncias que fazia contra o trabalho escravo na Região e por sua atuação como líder sindical em prol dos trabalhadores rurais.
A promotora de justiça Margareth Puga Sinimbu será uma das informantes requeridas pela defesa de Lourival. As demais testemunhas que compareceram são: Nilvan Moreira Costa (da acusação) e Agilson Moreira Prates (defesa de Lorival).
Conforme a acusação, o crime tem características do chamado “crime de pistolagem”. O executor do homicídio, Wellington de Jesus, foi julgado e condenado a pena de 29 anos de reclusão, em 2006. Ele cumpre pena numa penitenciária da Região Metropolitana de Belém.
Também responde ao processo, em liberdade, o fazendeiro e madeireiro daquela Região, Décio José Barros Nunes, conhecido como Delsão. O processo do fazendeiro tramita em separado por conta de recursos em instancia superior. Os dois fazendeiros, Delsão e Lourival, são apontados como mandantes do assassinato cometido mediante promessa de recompensa. O vaqueiro Domício Souza é acusado de intermediar e entregar a arma usada no crime. Além dele também respondem ao processo Igorismar Mariano Nunes e Rogério de Oliveira Dias, que estão foragidos e têm prisão preventiva decretada pela justiça.
(DOL com informações do TJPA)
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