O julgamento do fazendeiro Lorival de Souza Costa, o Pirrucha, e seu ex-empregado, Domício Souza Neto, prossegue na noite desta quinta-feira (24) no Fórum da Capital. Ambos são acusados de participar da morte do sindicalista José Dutra da Costa, o Dezinho, em novembro de 2000. Agora há pouco iniciou a tréplica. Defesa e acusação terão, cada uma, uma hora para pronunciar.
A acusação segue a linha de que os acusados participaram do planejamento da morte do sindicalista e que a arma seria de Domício. Já a defesa diz que não há provas que comprovem a participação deles.
Após essa fase, ainda haverá as considerações finais e, só depois da reunião conselho, sairá a sentença. A previsão é de que o veredito seja anunciado por volta das 21h.
O CASO
O crime ocorreu no dia 21 de novembro de 2000, na cidade de Rondon do Pará, a pouco mais de 500 km de Belém. Ele teria sido motivado por conflitos pela posse de terra naquela região.
À época, o sindicalista José Dutra da Costa, conhecido como Dezinho, à frente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon, denunciava o trabalho escravo nas fazendas de Rondon do Pará. O sindicalista também apoiava a luta das famílias sem terra pela desapropriação dos latifúndios improdutivos e a arrecadação das terras griladas no município.
Após sua morte, Maria Joel, viúva do líder sindica,l assumiu a bandeira de luta do marido, e atualmente vive sob proteção do Estado por sofrer ameaçada de morte de fazendeiros da região.
(Antonio Santos/DOL com informações de Jones Santos/DOL)
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