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Enem respeita horário dos religiosos

Ficar sete horas confinada dentro de uma sala de aula à espera da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não é novidade para a estudante Emanuela Santos, 19. Este ano será a segunda vez que a jovem, integrante da igreja adventista, vai fazer a pro

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Ficar sete horas confinada dentro de uma sala de aula à espera da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não é novidade para a estudante Emanuela Santos, 19. Este ano será a segunda vez que a jovem, integrante da igreja adventista, vai fazer a prova em regime especial para sabáticos.

Assim como ela, centenas de participantes que reservam o chamado “período sabático” só devem fazer a prova a partir das 19h (horário de Brasília), mas mesmo assim devem comparecer ao local da prova no mesmo horário dos demais participantes, ou seja, às 13h (horário oficial de Brasília) e, de preferência, uma hora antes, conforme orientam os organizadores do Enem a todos os participantes. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela realização do Enem, estudantes que indicaram no ato da inscrição que guardam os sábados por motivos religiosos devem ter suas doutrinas respeitadas durante a realização da prova. Para isso, devem ficar a tarde do sábado em uma sala de aula, esperando pelo horário determinado como apto para a realização do exame.

“Muita gente pode entender isso como ou vantagem ou desvantagem. Mas eu não vejo dessa forma. Pelo contrário. Em minha opinião, essa determinação é apenas para respeitar os nossos preceitos religiosos. Eu não uso tempo para tirar vantagem dos outros candidatos. Apenas aproveito para rezar e louvar, assim como determina minha religião, que diz que devo reservar o período do pôr do sol da sexta-feira até o pôr do sol do sábado apenas para Deus”, afirma a estudante.

Candidata a uma vaga de Pedagogia na Universidade Federal do Pará, Emanuela diz também que aproveita o período para conhecer outras pessoas que ficam confinadas antes da realização da prova. “Como as escolas separam uma sala apenas para os adventistas, eu também aproveito para conhecer outras pessoas, rezar junto com elas. Enfim, aproveitar esse período de contato com Deus da melhor forma possível”, explica a jovem, que nas últimas semanas tem aumentado o ritmo de estudos para a prova, principalmente da disciplina de redação.

(Diário do Pará)

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