O clima já é de campanha eleitoral no Partido dos Trabalhadores, mas ainda não se trata da corrida ao governo do Estado, cuja eleição será em outubro do ano que vem. A disputa agora é pela presidência do PT em todo País. No Pará, o Processo de Eleição Direta (PED) deve levar 32 mil filiados às urnas no próximo dia 10. Cinco nomes disputam a presidência do diretório estadual do PT: o deputado federal Cláudio Puty, da tendência Democracia Socialista (DS); Marcos Oliveira, da Unidade na Luta; o deputado estadual Milton Zimmer, da Articulação Socialista; o deputado federal Zé Geraldo, do PT pra Valer, e Bira Rodrigues, do Movimento PT.
Para conquistar a presidência do partido de Dilma Rousseff, o candidato terá que obter 50% dos votos mais um. Caso nenhum dos candidatos atinja essa marca, haverá um segundo turno no último domingo de novembro.
As eleições do PT têm atraído a atenção porque o vencedor conduzirá o partido nas eleições estaduais do ano que vem. Ainda neste ano, deve haver o Congresso Nacional, onde a legenda vai definir a estratégia eleitoral. No Pará, também haverá um encontro, previsto para dezembro, para definir os caminhos que a legenda deve seguir em 2014.
O atual presidente do PT do Pará, João Batista Silva, diz que a política de alianças nos Estados vai ser definida a partir da estratégia nacional que tem como prioridade a reeleição da presidente Dilma Rousseff. No Estado, a tendência mais forte é de uma aliança com o PMDB do senador Jader Barbalho já no primeiro turno. Nesse caso, os dois partidos teriam como candidato ao governo do Estado o ex-prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho. O candidato preferencial ao Senado - que terá uma vaga em disputa no ano que vem - é o petista Paulo Rocha.
Internamente, contudo, os detalhes da aliança ainda não são consenso. “Não existe discordâncias sobre a política de alianças. O que tem está em discussão é a tática. Há um acúmulo até o momento no sentindo de uma aliança com o PMDB já no primeiro turno, mas há quem defenda que ela ocorra apenas no segundo turno. Essa é uma questão que vamos enfrentar no encontro estadual”, diz João Batista.
A tendência majoritária entre os petistas é formar um palanque único para Dilma Rousseff no Pará que reúna, além do PT e PMDB, os partidos aliados nacionais do governo. “Alguns dos aliados nacionais estão na base do governo tucano no Pará e isso também precisa ser discutido”, diz Batista.
Nesta semana, a presidente Dilma deu impulso aos que defendem o palanque único já no primeiro turno. Em jantar no Palácio da Alvorada com a presença do presidente do PMDB do Pará, Jader Barbalho, do vice-presidente da República Michel Temer, do ministro da Educação, Aloysio Mercadante, e do líder do governo no Senado, senador Eduardo Braga, a presidente garantiu que o PT do Pará apoiará o candidato do PMDB Helder Barbalho em 2014.
(Diário do Pará)
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