Vestidas de cor de rosa, dezenas de mulheres saíram em caminhada, na manhã do último sábado, para chamar a atenção e conscientizar a sociedade sobre os riscos do câncer de mama. Em referência à campanha Outubro Rosa, o movimento, que teve início na escadinha da Estação das Docas, foi realizada pela procuradora da mulher da Câmara dos Deputados, Elcione Barbalho.
De acordo com a deputada federal, um dos aspectos mais importantes na luta contra o câncer de mama é focar na detecção precoce. “Não resolve somente a apalpação porque tem tipo de tumor que você não detecta. Há a necessidade de você fazer o exame mais específico para que ele possa te dar um diagnóstico melhor, dizer se você está com câncer, em que estágio ele se encontra”, destaca, ao lembrar que a atenção não deve ser mantida apenas pelas mulheres. “A maior incidência é na mulher por uma questão hormonal, mas hoje há um aumento considerável do câncer de mama em homens. Como é menos comum, o homem pensa que ele está livre e não é bem assim”.
Segundo Elcione, que caminhou com as mulheres até a Praça Dom Pedro II, no Estado do Pará ainda é preciso aumentar a quantidade de exames realizados. “É difícil detectar. Agora mesmo veio uma moça me pedir uma mamografia. Estou aqui no meio desse movimento e ela soube e veio pra cá”, exemplifica. “Eu lamento profundamente, mas isso a gente tem conversado muito com o ministro Padilha [Ministro da Saúde Alexandre Padilha] e ele até me falou que no programa ‘Mais Médicos’ deve levar para todo o país mais equipamentos de hospitais. Eu espero que a gente saia desse problema, mas é sempre uma dificuldade muito grande a gente conseguir fazer um exame”.
Foi por causa da mamografia que a aposentada Osmerina de Castro identificou a presença de vários nódulos nos seios. Aos 55 anos, foi apenas depois de sentir dores nas mamas que ela realizou o exame pela primeira vez na vida. “Retirei um nódulo de 2,5 cm da mama direita e, hoje, estou bem. Não aparece mais nada”, adianta. “Eu sentia muitas dores e insisti com a médica que queria fazer uma mamografia. Foi por causa da mamografia que eu consegui identificar cedo e operar. Se não tivesse feito o exame, poderia ter se transformado em coisa pior”.
(Diário do Pará)
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