A uma semana da eleição suplementar em Palestina do Pará, sudeste do estado, confirmada para o próximo domingo, dia 3, o governo do Estado entrou em ação para apoiar o candidato do PSDB, Adeuvaldo Pereira de Souza. Máquinas contratadas pelo governo chegaram à Palestina, iniciando asfaltamento e abertura de ruas, o que pode caracterizar abuso de poder político. Por entender que se trata de crime eleitoral, a coligação que defende a candidatura de Valciney Ferreira Gomes (PMDB) ingressou com uma Ação Cautelar de Busca e Apreensão do maquinário, assim como Pedido de Concessão Liminar e Pedido de Providências ontem e deve ser analisado ainda nesta terça-feira (29) pelo juiz Luciano Mendes Scaliza.
Após receber a denúncia do uso de máquinas públicas para desequilibrar a disputa eleitoral, uma equipe da RBATV foi até o local para conferir o que estava ocorrendo, mas pessoas ligadas ao governo do Estado hostilizaram os profissionais de imprensa, que tiveram de deixar a cidade, temendo por sua integridade física. O DIÁRIO tentou conversar com o candidato Adeuvaldo Souza e com algum representante da empresa contratada para fazer os serviços de asfalto e terraplanagem, mas ninguém quis falar sobre o assunto.
Nova Eleição
O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) decidiu que a eleição suplementar para escolha de prefeito e vice em Palestina do Pará será realizada porque a Justiça Eleitoral cassou o registro de candidatura da prefeita eleita Maria Ribeiro por prática de condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais e captação ilícita de sufrágio (compra de votos). Em fevereiro passado, a Justiça Eleitoral de São João do Araguaia (comarca à qual pertence Palestina) afastou Maria Ribeiro do cargo. A prefeita tucana foi reeleita com 2.338 votos (50,47%), por isso a nova eleição.
O juiz Luciano Mendes Scaliza, da 57ª Zona Eleitoral, julgou procedente a representação eleitoral formulada pela Coligação Majoritária “Palestina de volta ao Progresso”, formada por PMDB, PT, PTB, PRP e PCdoB, contra a prefeita, e reconheceu a prática dos crimes eleitorais cometidos por ela, segundo a legislação.
Maria Ribeiro da Silva e sua vice, Maria Liduína Pantoja, recorreram da decisão, mas o TRE-PA manteve a decisão do magistrado local.
(Diário do Pará)
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