A reunião entre os profissionais da educação e representantes do governo do Estado já dura quase quatro horas e as partes ainda não chegaram em um acordo. O encontro, mediado pelo Ministério Público Estadual, foi iniciado na manhã desta terça-feira (29).
De acordo com a professora Silvia Letícia, que faz parte da coordenação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Profissional do Pará (Sintepp), o principal impasse é referente a implementação da jornada de trabalho com tempo de planejamento. "Precisamos de uma carga horária mensal de 200 horas, das quais 150 sejam com alunos e as outras 50 direcionadas ao planejamento das nossas atividades, mas o governo diz que o Estado está no vermelho e que vem perdendo com arrecadação", afirma.
Já a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) afirma que, durante a negociação de hoje, foi mostrado aos educadores que o investimento em uma nova folha de pagamento, caso o governo seda às negociações, será em torno de R$ 360 milhões por ano.
"A secretária de Administração, Alice Viana, afirma que a proposta do Sintepp aumentaria a folha da Seduc em mais de R$ 30 milhões mensais, o que leva o estado a violar à Lei de Responsabilidade Fiscal", comunica.
(Kleberson Santos/DOL)
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