Centenas de doadores são esperados na 5ª Campanha de Capitação de Sangue e Medula Óssea do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, nesta quarta (30) e quinta-feira (31), das 8h às 17 horas. A intenção é contribuir com a manutenção do estoque de sangue da Fundação Hemopa e aumentar o número de doadores de medula óssea no Estado. A meta é conseguir cerca de 200 bolsas de sangue e cadastrar pelo menos 100 doares de medula. Este ano, a iniciativa imprime o tema “O teu gesto salva uma vida que não pode esperar”.
“A campanha é especial e se diferencia das demais porque desejamos, acima de tudo, sensibilizar a sociedade e fidelizar os novos doadores. Solidariedade e amor ao próximo são as palavras que melhor definem a iniciativa”, considera o diretor geral do Hospital Metropolitano, Paulo Czrnhak. “Além disso, nossa meta é promover, no mínimo, três campanhas anuais como essa”, adianta.
Podem doar sangue pessoas saudáveis entre 16 e 67 anos de idade. “Quem for menor de 18 anos precisa de autorização prévia dos pais”, frisa a médica hematologista Iê Bentes, uma das coordenadoras da iniciativa. Antes da coleta de sangue, é necessário passar por uma triagem para saber se o candidato está apto a doar. A bolsa de sangue a ser coletada equivale a 300 ml.
Para se cadastrar no banco de medula óssea é necessário se submeter à coleta de apenas 5 ml de sangue. “Desejamos com isso registrar os dados de possíveis doadores e salvar muitas vidas no futuro”, destaca Iê Bentes, que coordena as ações ao lado da médica Silvia Teixeira. Haverá ainda distribuição de lanches e camisas aos doadores da campanha. Cerca de 30 profissionais da área da saúde estão envolvidos na iniciativa, entre médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, estagiários e residentes do hospital e do Hemopa. Paulo Czrnhak garante ser o primeiro da fila. “Com certeza estarei lá como doador”, afirma.
Atualmente, o Hospital Metropolitano está entre os quatro hospitais públicos do Estado que mais necessitam de sangue, com 500 transfusões mensais, em média. “Por isso, desejamos alcançar aquelas pessoas que mais precisam desse serviço, como os motociclistas, que hoje respondem por 55% dos pacientes que recebem sangue no hospital. Nos fins de semana, esse número sobe para 75%”, destaca o diretor. No topo da lista de transfusões na rede pública hospitalar está o Hospital Ophir Loyola, com cerca de duas mil por mês. Em seguida, vem a Santa Casa, com mil transfusões mensais.
O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência também é referência na região Norte no atendimento ao trauma, com cerca de 900 cirurgias de alta e média complexidade feitas mensalmente. Além disso, é o único centro público de tratamento de queimados do Norte.
(Agência Pará)
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