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MP quer apuração de máquinas paradas

O Ministério Público vai abrir procedimento legal para apurar as responsabilidades por um problema que representa verdadeiro crime contra a saúde da população pobre de Belém: a falta de uso de seis máquinas de hemodiálise adquiridas pela prefeitura, em 20

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O Ministério Público vai abrir procedimento legal para apurar as responsabilidades por um problema que representa verdadeiro crime contra a saúde da população pobre de Belém: a falta de uso de seis máquinas de hemodiálise adquiridas pela prefeitura, em 2007, para funcionar nas UTIs dos prontos-socorros da 14 de Março e do Guamá. A prefeitura alega que as máquinas nunca funcionaram nos hospitais por falta de condições adequadas ao funcionamento dos equipamentos.

“Isso é um desperdício do dinheiro público, porque essas máquinas foram compradas em 2007 e até hoje não foram instaladas”, disse o diretor administrativo do Sindmepa, João Gouveia, que na semana passada esteve nos hospitais juntamente com os diretores Lafayette Monteiro, Wilson Machado e Erivaldo Pereira. Os promotores de justiça e membros da câmara técnica do MP que estiveram nos dois hospitais lamentaram o desperdício do dinheiro público, afirmando que irão apurar as circunstâncias pelas quais as máquinas deixaram de ser instaladas para definir os responsáveis pelo descaso.

De acordo com a diretora da Associação de Renais Crônicos do Pará, Belina Soares, para colocar em funcionamento um equipamento como este, é necessário toda uma estrutura adequada, o que não foi feito no Pronto-Socorro da 14 de Março, onde as máquinas deveriam estar operando para salvar vidas. Os promotores Waldir Macieira e Adriana Simões, da promotoria de Defesa da pessoa com deficiência e da pessoa idosa, conversaram com o diretor geral do hospital, José Maria Monteiro Gonçalves, que forneceu informações sobre as máquinas.

Gonçalves confirmou que o equipamento chegou ao hospital da 14 de Março em 2008 e que o hospital se encontra sem contrato de licitação para qualquer tipo de manutenção. A refrigeração funciona precariamente e um dos elevadores está quebrado desde agosto, obrigando maqueiros a carregar pacientes pelas escadas para os andares superiores.

No Guamá, máquinas abandonadas

O médico do Ministério Público, Allan Rendeiro, requereu à direção do hospital cópias dos contratos de manutenção e a autorização de funcionamento da UTI, ressaltando que quando foi inaugurada, a informação tornada pública pelo município foi de que seria inaugurada uma UTI acoplada à hemodiálise.

A visita se estendeu ao Hospital do Guamá, onde a situação também não é diferente. Pacientes espalhados em macas ocupam até o pátio externo do hospital. A UTI também exibe três máquinas de hemodiálise, compradas e deixadas ali, mas nunca devidamente instaladas para auxiliar no tratamento de pacientes graves. Um dos elevadores foi depenado, só restando as velhas portas enguiçadas.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou que a contratação da empresa para manutenção preventiva e corretiva com reposição de peças das máquinas de Hemodiálise dos hospitais municipais Mário Pinotti e Humberto Maradei, será realizada através de pregão eletrônico no próximo dia 11.

A Sesma informa ainda que ontem foi homologado o pregão de tratamento da água que será utilizada nos equipamentos de hemodiálise.

(Diário do Pará)

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