Alguns paraenses devem recordar do jogo realizado pela seleção brasileira de futebol, no ano de 2005, onde a pequena Natália Soares Mendonça, hoje com 17 anos, foi pisoteada durante o sufoco para entrar no Mangueirão durante um dos treinos da seleção.
Segundo Joelson dos Santos Carvalho, pai da adolescente, “apesar de todo o desespero durante a tentativa de assistir ao treino e com a fé de conseguir pedir ajuda no tratamento da Natalia, “tudo o que aconteceu permitiu que Ronaldo Fenômeno tomasse conhecimento do problema da minha filha, e com isso ele se dispôs a nos ajudar com o tratamento.”
No mesmo ano, o pai e a adolescente foram morar em São Paulo, para dar início ao tratamento custeado pelo jogador. Com um total de 18 cirurgias realizadas até agora, Natalia ainda precisa operar o quadril, o pé esquerdo e o joelho que deveria ter sido operado há mais de um ano, pois o aparelho implantado na rótula deve ser trocado de acordo com o crescimento de Natalia.
Leilão da camisa
Mesmo com as passagens pagas pelo Sistema único de Saúde SUS e o tratamento custeado pelo jogador, hoje, a grande dificuldade da família é arcar com os custos de moradia e alimentação. Além do tratamento, um dos presentes dado pelo fenômeno, foi uma camisa autografada, que o pai guarda até hoje e que pretende fazer um leilão com o objetivo de arrecadar dinheiro para finalizar o tratamento.
“Sinto muitas dores no joelho, quanto mais o tempo passa, mais as dores pioram. Espero que tudo isso passe logo, preciso fazer estas cirurgias. Além de amenizar meu sofrimento, poderei ser mais independente. Hoje dependo do meu pai para praticamente tudo, mas eu tenho fé que nós iremos conseguir”, conta Natalia.
Apesar de já ter sofrido diversas humilhações e críticas ao pedir ajuda para o tratamento de sua filha, Joelson dos Santos diz que o que ele mais deseja é que Natalia tenha uma vida mais feliz e com mais qualidade “A vida da minha filha é muito sofrida. Não estou pedindo ajuda à toa, ela já passou por tudo isso e permanece forte. Até o próprio governador Jatene na época nos ofereceu ajuda, através de um cheque moradia no momento em que retornássemos a Belém, mas infelizmente até agora nada. Faço um apelo ao governador, que nos ajude, que ele possa nos incluir em algum projeto de moradia, vivemos de aluguel e em um local totalmente sem estrutura para uma pessoa cadeirante”, afirmou.
(Diário do Pará)
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