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Samu decide hoje se entra em greve

Os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizam, a partir das 7h de hoje, uma assembleia geral na sede do serviço, na travessa Castelo Branco, para deliberar se deflagrarão uma greve no Samu. A principal reivindicação dos serv

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Os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizam, a partir das 7h de hoje, uma assembleia geral na sede do serviço, na travessa Castelo Branco, para deliberar se deflagrarão uma greve no Samu. A principal reivindicação dos servidores é a incorporação da gratificação (abono pecuniário e outra por serviços produzidos chamada “Amat”) no salário dos trabalhadores que no último nível pode chegar a dois salários mínimos.

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública do Pará (Sintesp) está há três meses tentando abrir um canal de diálogo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), até agora sem sucesso. Segundo o sindicato, vários ofícios foram protocolados e nenhum teve resposta. “Esgotamos a via administrativa e agora partiremos para discutir a deflagração da greve”, avisa Carlos Haroldo Costa, secretário de imprensa do Sintesp-PA.

As gratificações alcançam um salário mínimo para todos os servidores, acrescido de um percentual que varia de acordo com a escolaridade: para o nível elementar, o valor é de um mínimo. Os de nível fundamental ganham, além do mínimo, mais 20%; os de nível médio, mais 60%, e os de nível superior, dois mínimos completos.

Perdas

“O que ocorre é que muitos trabalhadores entram de licença médica e se aposentam e acabam perdendo esse dinheiro. Queremos incorporá-lo ao salário e, em seguida, iniciar a discussão de um plano de carreira”, destaca o sindicalista. A categoria quer a mudança de abono pecuniário para abono Samu, pois o fato de ser pecuniário impede que seja acrescentado na remuneração final, no momento da aposentadoria.

Existem outros problemas no Samu, como trabalhadores lotados no serviço que não ganham as gratificações e a extensão de carga horária, que não é paga desde maio passado. “Precisamos de melhores condições de trabalho. Além do grande esforço que esses trabalhadores realizam carregando macas, os alojamentos estão em péssimas condições. Tudo isso será cobrado da prefeitura”, alerta.

A Sesma informou que uma reunião entre o prefeito Zenaldo Coutinho e os representantes do Samu está agendada para a tarde desta sexta-feira, “para que possam ser discutidas as reivindicações da categoria”.

(Diário do Pará)

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