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Trânsito matou 18 no Pará em apenas quatro dias

Em quatro dias, dezoito vidas perdidas. Do último sábado até a última terça-feira, pelo menos dezoito pessoas morreram vítimas de acidentes de trânsito no Estado do Pará. Em diferentes ruas e horários, a maioria das mortes foi causada por atropelamentos q

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Em quatro dias, dezoito vidas perdidas. Do último sábado até a última terça-feira, pelo menos dezoito pessoas morreram vítimas de acidentes de trânsito no Estado do Pará. Em diferentes ruas e horários, a maioria das mortes foi causada por atropelamentos que poderiam ter sido evitados. Longe de ser um fato isolado, o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran-PA) já registrava, em maio de 2012 - dados mais recentes dos mantidos pelo departamento -, 9.309 acidentes de trânsito no Estado, sendo 3.603 apenas na capital, Belém.

Reconhecendo o elevado número de acidentes ocorridos no Pará, o coordenador de planejamento do Detran, Carlos Valente, afirma que os dados observados demonstram que a maioria dos acidentes é causada por problemas de comportamento do próprio condutor ou do pedestre. “É tudo questão de comportamento. 99,5% dos acidentes ocorridos no Estado estão diretamente ligados ao comportamento do ser humano e poderiam ter sido evitados”, afirma. “Temos um número muito baixo de acidentes causados por ausência de sinalização na pista, 0,5%, e apenas 0,2% em decorrência das condições do veículo. Aí percebemos que, se houvesse mais respeito às sinalizações e às regras de trânsito por parte dos condutores e pedestres, reduziríamos drasticamente o número de acidentes e de mortes”.

As estatísticas mantidas pelo Detran também apontam que, de janeiro a 30 de outubro, o Pará registrou 404 mil infrações de trânsito, sendo 172.700 apenas em Belém. Em primeiro lugar, o avanço de sinal rendeu 27.700 registros na capital. Infração que, segundo Carlos Valente, contribui bastante para as mortes no trânsito. “Quando uma pessoa avança um sinal vermelho, é muito provável que aconteça um acidente e a probabilidade de esse acidente ter gravidade é muito grande”, afirma. “Quando a pessoa avança o sinal e ainda está falando no celular, então, as consequências são muito mais graves”.

Em terceiro lugar no ranking das infrações mais cometidas no Estado, o uso do celular na direção gerou 14 mil infrações de janeiro a outubro deste ano, perdendo apenas para a condução de moto sem os equipamentos de segurança, que ficou em segundo lugar, com 16.700 infrações.

Em quatro dos seis acidentes registrados pelo DIÁRIO de sábado a terça-feira, as vítimas morreram atropeladas ou em bicicletas ou ao tentar atravessar a rua. Um morreu em uma colisão de moto ao estar sem capacete e dois após a colisão de veículos em uma tentativa de ultrapassagem.

Para além das mortes imediatas, outras dez foram registradas no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência por pacientes que deram entrada vítimas de acidentes de trânsito em diferentes municípios do Pará. Dentre as contabilizadas pelo hospital, os atropelamentos também se sobressaíram, com seis casos.

(Diário do Pará)

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