Em vigor desde ontem, segundo informações do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado do Pará (Sindicombustíveis), os reajustes dos combustíveis definidos em decorrência do aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ainda não foi sentido pelo consumidor em alguns postos de Belém. Ainda que em alguns o aumento já fosse sentido na bomba, em muitos ainda vigorava o preço antigo, que variava em torno de R$2,7 para a gasolina.
Acostumado a abastecer em um posto de combustível instalado na esquina da avenida Fernando Guilhon com a travessa Padre Eutíquio, o contador e administrador Márcio Sidrim não sentiu diferença ao abastecer o carro na manhã de ontem. Apesar da permanência do valor cobrado na semana passada, ele já espera o aumento anunciado pelo sindicato. “Pesa no orçamento porque quando aumenta o combustível, aumenta tudo. Eu já gasto R$800 por mês com combustível, então faz a diferença”, contabiliza. “Eu acredito que vou gastar mais uns R$200 a mais com esse aumento aí”.
Ainda que a moto utilizada para a locomoção exija menos combustível que um automóvel, o servidor público Rodolfo Lima já avalia alternativas para reduzir os gastos. “Eu que tenho uma moto e que ainda é econômica já gasto R$70 por mês com gasolina, vou ter um aumento muito grande nos gastos. Eu já fiz a conta e, para encher o tanque, hoje, gasto R$22 e com o aumento vou passar a gastar R$24,50”, calcula. “Como eu preciso abastecer de duas a três vezes na semana, vai ficar complicado. Ou a gente vai ter que tirar esse dinheiro de outra parte do orçamento, ou vai ter que deixar a moto em casa e andar de ônibus”.
Pesquisa
Ainda que vários postos de diferentes bandeiras ainda não tivessem repassado o aumento para os consumidores na manhã de ontem, em alguns já era possível perceber a diferença. Sem que os postos tabelem um valor único para o combustível, em tempos de aumento, a pesquisa dos preços praticados nos diferentes postos espalhados pela cidade faz muita diferença.
Enquanto em muitos o preço da gasolina ainda variasse em torno de R$2,7, sem o aumento, em um posto da avenida João Paulo II com a rua Francisco Monteiro, os R$3 cobrados pelo litro da gasolina assustaram o auxiliar de cozinha Manoel Carlos. “Olha, já está R$3!”, assustou-se, ao perceber que o aumento influenciaria diretamente em seu trabalho. “Eu não estava sabendo. Essas coisas de repente aumentam, né? Eu também trabalho como mototáxi. Vou ter que trabalhar dobrado agora para valer a pena”.
Também sem esperar o aumento, o vendedor Urubatan Júnior também saiu do posto com menos dinheiro do que o esperado. “Tudo que acresce é um peso a mais no bolso no final do mês”, considera. “Eu não estava esperando esse aumento, mas a gente sabe que no Brasil essa variação é constante”.
De acordo com o Sindicombustíveis, o maior aumento deve incidir sobre o preço do diesel, chegando a 3,3%. O etanol deve ter reajuste de 2,90% e a gasolina deve ser reajustada em 0,5%.
(Diário do Pará)
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