Apesar da maioria dos servidores do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) ter paralisado ontem e hoje, quem precisou ir até órgão ontem, não reclamou do atendimento. A paralisação dos funcionários será de 48 horas, até hoje. Ainda hoje deverá acontecer uma assembleia de definição da continuidade da greve.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Detran (Sindetran), Elison Oliveira, 70% dos servidores estão paralisados e apenas 30% permanecem em atividades na capital. No interior do Estado, 50% já aderiram à paralisação.
Elison explicou que a atitude tomada pela categoria é uma resposta contra a postura do governo que se recusa a retomar a mesa de negociações com os servidores desde maio deste ano. “Ele precisa ver a que a gente existe. O governo fechou a porta de negociações há seis meses. Isso é uma intransigência. A pauta de reivindicação nunca avançou e agora, para piorar, não há chances de voltarmos nessa tentativa”, esclarece.
O presidente do sindicato diz que os funcionários exigem a reabertura das negociações. “Precisamos repactuar o estágio que estávamos”. Dentre as reivindicações daqueles servidores, estão o Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR), a abertura de concurso público (pois de acordo com Elison, o Estado precisa de mil novos servidores), e a permanência do Plano Plurianual (PPA), sem a alteração do governo.
“Não queremos que o investimento previsto no PPA para 2014 seja reduzido. Iremos perder mais de R$ 12 milhões de investimentos. Ou seja, o Detran arrecada e repassa para outros fins e boa parte desse dinheiro já está comprometido em contratos e convênios”, explica Elison. Até dezembro, por exemplo, o órgão vai arrecadar aproximadamente R$ 309 milhões.
ATENDIMENTO
Nazaré Carvalho disse que viu a faixa de paralisação do lado de fora do Detran, mas resolveu tentar resolver o problema. Para a surpresa da mulher, a situação era diferente. “No setor de penalidade fui atendida normalmente. Levei apenas 30 minutos. Está tudo aparentemente normal”, avalia.
Ainda ontem, Elison disse que foi protocolado ofício junto à Secretaria de Estado de Administração (Sead) de pedido para nova negociação. “Esperamos uma resposta o mais rápido possível. Caso contrário, iremos reunir hoje em assembleia já agendada com a categoria e definiremos os rumos da paralisação”, ressalta.
(Diário do Pará)
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