A falta na segurança pública parece ser algo que amedronta diariamente os lojistas do centro comercial de Belém. Após o assalto com refém que ocorreu na tarde da última quinta-feira (7), e resultou na morte de Feliciana Mota, esposa do sargento Antônio Hélio Borges, da Polícia Militar, que também foi baleado e segue internado em estado grave, no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua.
A reportagem do Diário Online (DOL), ouviu lojistas que relataram medo de trabalhar no centro. Pedro Campos, 51 anos, gerente em uma loja no centro comercial de Belém conta que o medo é diário. “Enquanto o policiamento público não for suficiente, temos que contar com a sorte, com a ajuda de Deus e tentar nos proteger por meios próprios”, disse referindo-se ao sistema de câmeras instalado na loja em que trabalha.
Sobre o acontecimento de ontem, Pedro conta que o desespero foi grande. “Foi um verdadeiro caos. Nós ouvíamos o barulho dos tiros, mas não sabíamos em quais direções eles estavam sendo disparados. Algumas pessoas se deitaram no chão por causa do pânico", declarou.
Ana Lúcia Souza, 39 anos, também é gerente de loja e contou do medo que sentiu.“Os bandidos pararam na frente da loja e trocaram tiros com a polícia. A situação foi a pior que já vivemos. Com medo de tudo isso, nós pagamos seguranças particulares para acompanhar o fechamento da loja, não dá pra confiar na polícia e quase nunca a vemos”, afirmou.
FALTA DE SEGURANÇA
Sobre a falta de policiamento nas ruas do comércio, o DOL ouviu a Guarda Municipal de Belém (GMB) e a Policia Militar (PM).
A Guarda Municipal informou que conta com um efetivo localizado no complexo do ver-o-peso, e que as rondas no centro comercial são feitas através de viaturas nas ruas que são permitidas a entrada de veículos e através de motos e a pé nas ruas que não entram carros. A assessoria ainda contou que em Agosto deste ano, a parte histórica da cidade, ganhou reforço na segurança. Pela Guarda Municipal de Belém.
A polícia Militar diz que o contingente na área do comércio de Belém, engloba as modalidades de atuação em viaturas, 24h, motocicletas. policiamento à pé e em bicicletas. Além disso, cinquenta policiais militares atuam na região e ainda contam com um posto fixo na área do Ver-o-Peso.
Nas operações de segurança, realizadas regularmente, a PM integra ações com o Comando de Missões Especiais e de Policiamento Especializado da PMPA, como a companhia de policiamento turístico - Ciptur, a Guarda Municipal de Belém, Secretaria Municipal de Economia, Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância Sanitária, Semop, Detran, Polícia Civil e outros órgãos integrados e parceiros, como o Conselho Tutelar, entre outros.
(DOL)
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