O proprietário da Fazenda Santa Marta, em Moju, Nordeste do Pará, Dario Bernardes, esclareceu ontem que a reintegração do imóvel foi adiada a partir do dia 11 deste mês. Acrescentou que o protesto organizado à entrada da cidade, feito por alguns moradores de Tailândia, envolveu basicamente pessoas que possuem lotes dentro da Santa Marta. Ele disse que a polícia precisou intervir para desobstruir a rodovia PA-150, bloqueada pelos manifestantes. Na ocasião, foram presos dois indivíduos, ambos por porte ilegal de armas.
Sobre as declarações atribuídas ao presidente da Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura), Francisco Di Assis Solidade, lamentou o empresário que ele tenha demonstrado tão pouco compromisso com a verdade. Em primeiro lugar, disse Dario Bernardes, na Santa Marta não existem mais 400 ocupantes, muito menos trabalhadores. Dentro da propriedade, frisou, permanecem apenas 45 pessoas, apenas como prepostos incumbidos de “guardar” os lotes de que se apossaram mototaxistas e comerciantes residentes na cidade de Tailândia.
Quanto à declaração do presidente da Fetagri, levantando dúvidas sobre a documentação de propriedade da Fazenda Santa Marta e sugerindo que as terras pertenceriam ao Estado, Dario Bernardes observou que a afirmação é apenas irresponsável. O Incra, o Iterpa, a Ouvidoria Agrária Nacional e o Judiciário, conforme frisou, já reconheceram à exaustão a autenticidade dos documentos que lhe conferem a propriedade do imóvel. “Quando deixa de comunicar aos invasores o que é decidido na Vara Agrária de Castanhal e gera falsas expectativas de posse junto aos invasores, a Fetagri está apenas incitando à violência, o que me parece uma atitude criminosa”, finalizou.
(Diário do Pará)
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