Thúlio Vale da Silva é mais uma vítima da violência. Filho único, de personalidade tranquila e técnico em Agrimensura pelo IFPA (Instituto Federal do Pará), o estudante de 20 anos foi brutalmente assassinado no dia 17 de novembro de 2012, às 19h20, ao voltar do curso preparatório para concursos Originale, onde tinha acabado de assistir aula de revisão para o exame que faria no dia seguinte. Thúlio levou dois tiros na nuca ao parar para lanchar na Travessa 14 de Março, entre Munducurus e Conselheiro Furtado. Os dois suspeitos jamais foram reconhecidos. A única certeza que se tem é que o rapaz foi confundido com outra pessoa. Segundo a delegada que cuida do caso, “para a polícia não resta dúvida de que Thúlio morreu por engano”. Suspeita-se que os bandidos o tenham confundido com um morador do bairro com as mesmas características físicas, que costumava sentar naquele local sempre no mesmo horário. O estudante estava de costas para rua no momento do crime, quando duas pessoas chegaram em uma moto roxa e dispararam contra ele. A família só foi avisada horas depois, quando o corpo do rapaz já estava no IML, e não se conforma com a ausência de pistas sobre a morte do único filho, que desde os 18 anos já trabalhava como topógrafo, tinha o sonho de passar em um concurso público e ingressar na faculdade. De acordo com José Marçal dos Santos Pinheiro, pai da vítima, ele era um garoto exemplar. Não há remédio para cicatrizar o coração da família de Thúlio, já não existem planos, a bênção ao filho, nem a expectativa pela chegada dos netos. Restam a dor, a saudade e o sentimento de impunidade. Casos como esse não podem ser esquecidos, mais do que um número para as estatísticas da violência urbana, a morte de Thúlio representa uma vida brutalmente interrompida, pais dilacerados e um futuro brilhante que não acontecerá. Para lembrar o 1º ano de sua morte, os pais do estudante convidam todos a participar de uma caminhada no próximo dia 15 de novembro, às 9h, com concentração ao lado da Basílica da Nazaré, em frente ao curso Originale. (Diário do Pará) |
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