O Pará, que nas últimas duas décadas foi governado 16 anos por políticos do PSDB, vem assistindo seus índices sociais despencando ladeira abaixo e amargando as piores avaliações entre as demais unidades de federação.
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), o Pará nos últimos dez anos decresceu oito posições, passando da 16ª colocação em 2003 para 24ª em 2013, ficando a frente apenas do Maranhão, Alagoas e Piauí e contando em seu território com o município detentor do mais baixo IDH-M do Brasil: Melgaço no Marajó.
Segundos dados do Ministério da Saúde, com relação ao Ranking nacional de Mortalidades Infantil, o Pará que vem 1990 ocupava a 11ª colocação, em 2012 decresceu 15 posições passando para o 26º lugar, ou seja, ficou como o penúltimo colocado entre os demais estados brasileiros, à frente apenas do vizinho Amapá.
Os investimentos em Saneamento Básico envergonham os paraenses e precarizam a qualidade de vida de quem mora aqui: Estudos mostram que dos 100 maiores municípios brasileiros Belém ocupa a 95ª posição, Santarém a 97ª e Ananindeua a 100ª e última posição entre os municípios com os piores índices de saneamento (esgoto e água encanada).
No setor habitacional as notícias também não são nada boas. Segundo dados da pesquisa “Aglomerados Subnormais - Informações Territoriais”, baseada no Censo 2010, mais da metade da população da região metropolitana de Belém reside em áreas irregulares. No total são 1.131.268 habitantes morando em favelas, grotas, invasões, baixadas, mocambos, palafitas entre outros chamados “aglomerados subnormais”. È a maior proporção desse tipo de habitação entre as regiões metropolitanas brasileiras. Na capital, 758.524 (53,9% da população) moram em habitações precárias.
Não se vê qualquer política habitacional do governo do Estado. Apenas programas feitos com verba federal, como o “Minha Casa Minha Vida”. Em Belém, 66% dos domicílios são considerados precários, com pouca infraestrutura.
Na área de transporte a situação é calamitosa: Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) de Rodovias 2013 mostra que as piores rodovias do Brasil são as do Pará. A campeã é a Belém/Guaraí (TO), em toda sua extensão, incluindo os trechos das rodovias estaduais PA-150, PA-151, PA-252, PA-287, PA-447,PA-475 e PA-483, além da BR 222, dentro do território paraense. A segunda pior do Brasil é o trecho da BR-222, entre Marabá e Dom Eliseu.
O Pará possui uma malha rodoviária com 10.895 quilômetros, dos quais foram avaliados 2.614 kms, sendo 1.957 quilômetros de rodovias federais e 657 estaduais. Nas estradas estaduais, 92,4% estão em estado péssimo, ruim ou regular. Ao todo, 34% das rodovias paraenses estão em péssimo estado de conservação. Outros 37,8% dos trechos rodoviários foram considerados ruins. É a pior avaliação do Brasil.
Em relação a transparência, o Pará também demonstra um péssimo desempenho e uma pífia colocação, ficando em 22ª lugar entre os 27 entes federativos, de acordo com o índice Geral de Transparência dos portais governamentais que são avaliados segundo critérios de conteúdo, atualização das informações de usabilidade, nessa avaliação o Pará também decresceu passando da 16ª posição para a 22ª colocação em 2012.
(Diário do Pará)
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