Mesmo diante da morte do sargento Antônio Hélio e de sua esposa Feliciana Mota, vítimas da violência que assola a sociedade paraense, e toda a sensibilização popular a respeito do caso, o governo do estado do Pará permanece calado e não se pronunciou publicamente em solidariedade ao caso até este domingo (10), três dias depois da tragédia.
A população pede soluções para que o número da criminalidade diminua, mas infelizmente o governo não dá respostas e finge não enxergar as mazelas de uma população cansada de ser massacrada e refém da insegurança.
Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Pará (Sindpol), Rubens Teixeira, o fato de o governo ficar calado piora ainda mais sua má reputação sobre a gestão pública. "A questão de se pronunciar ou não sobre o caso é uma escolha do governo. Vemos isso de forma negativa. Ficar calado sobre as mortes reforça que ele (governador Simão Jatene) não toma nenhuma atitude em relação a violência", disse Rubens Teixeira.
O presidente da associação de cabos e soldados da polícia militar e bombeiro militar do Pará, Francisco Xavier, também reprovou a indiferença. Ele explica que os servidores da segurança pública se sentem abandonados com essa situação e todos querem que o governo reveja o que está acontecendo. "A luta não vai parar, ela é constante, queremos que o governo reaja diante dessa e de todas as outras situações de violência desse estado. As pessoas que aqui vivem não merecem isso", declarou Francisco Xavier.
Além do DOL, o DIÁRIO e a RBA TV não receberam nenhuma nota oficial da gestão sobre a tragédia.
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(DOL)
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