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Professores irão à justiça contra governo

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), em greve há exatos 50 dias, deve ingressar na manhã de hoje com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA) contra ato divulgado o

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), em greve há exatos 50 dias, deve ingressar na manhã de hoje com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA) contra ato divulgado ontem em um único jornal impresso em circulação no Estado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Governo do Estado convocando os professores em greve a retornar às salas de aula nesta segunda, 11, sob pena de terem seus pontos cortados a partir dessa data caso não respondam ao chamado. A coordenação geral do Sindicato está orientando os que aderiram à paralisação a não retornar ao trabalho.

A justificativa é de que a administração atual “foi ao limite de suas possibilidades e apresentou propostas para atender o último ponto em negociação”, e referindo-se à última reunião de conciliação, realizada na sexta, 8, com mediação do próprio TJ-PA, quando foi oferecido o início do pagamento em parcelas dos retroativos referentes ao exercício de 2011 para janeiro de 2014, expôs que, com tudo isso, “o Sintepp rejeitou o acordo, deixando claras as motivações políticas [da greve]”.

O documento anuncia ainda que o corte do ponto servirá para pagar novos docentes que serão chamados para ocupar o lugar dos grevistas ao afirmar que “os dias parados dos professores que se mantiverem em greve, serão descontados da próxima folha, para viabilizar o pagamento dos novos professores”.

Manobra

A entidade se manifestou em seu site sobre à publicação feita pelo Governo do Estado, classificando a manobra como “mais um ataque do governo Jatene aos trabalhadores da educação pública, típico de quem é incapaz de construir argumentos consistentes e apela para as ameaças como forma de intimidar uma classe trabalhista cuja função social é importantíssima”.

“Lemos no jornal a convocação, não recebemos qualquer comunicado, e vimos que se trata de uma maneira que o Governo encontrou de pressionar a categoria e de tentar intimidar os grevistas ou mesmo de desestabilizar o movimento. O pagamento dos retroativos não é o último ponto de nossa pauta de reivindicações, ainda tem a questão da regulamentação da jornada de trabalho, que se resolve com a realização de concurso público para a admissão de mais professores. Em vez de propor isso, a nota fala em contratação de docentes”, explica Williams Silva, membro da coordenação geral. “A nossa orientação aos professores é de que não voltem ao trabalho”, reforça.

(Diário do Pará)

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