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Sindicatos protestam contra o fator previdenciário

Centrais sindicais de todo o Brasil se unificaram, ontem, contra o Fator Previdenciário, que diminui em 40% o valor da aposentadoria. Em Belém, a mobilização ocorreu em frente ao prédio da Previdência Social (INSS). A manifestação teve como objetivo denun

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Centrais sindicais de todo o Brasil se unificaram, ontem, contra o Fator Previdenciário, que diminui em 40% o valor da aposentadoria. Em Belém, a mobilização ocorreu em frente ao prédio da Previdência Social (INSS). A manifestação teve como objetivo denunciar este fator considerado injusto para o trabalhador brasileiro, e que foi criado em 1990 por Fernando Henrique Cardoso, permanecendo em vigor nos governos Lula e Dilma.

Segundo o diretor financeiro da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Raimundo Barros, entre os prejuízos que o fator previdenciário tem é fazer com que o trabalhador passe a vida inteira trabalhando, em prol do crescimento do país, e no final não possa receber os seus devidos direitos. “Certas empresas não depositam os 40% que seriam restituídos na aposentadoria, e quando o trabalhador entra com o processo para se aposentar, o valor não consta no INSS. Ao procurar a empresa o qual trabalhou para exigir seus direitos, muitas vezes o trabalhador acaba batendo com a porta na cara, pois muitas dessas empresas acabam entrando em falência”, afirma.

Para que estes valores sejam devidamente contabilizados no tempo de serviço dos trabalhadores seria necessário uma maior fiscalização dos órgãos responsáveis. “O próprio Ministério do Trabalho, Tribunal Regional do Trabalho e o INSS, deveriam fiscalizar essas empresas, que descontam este valor e no final não restituem o trabalhador”, ressalta Raimundo Barros.

O presidente da Central Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-PA), Marcos Fonteles, contesta a criação e manutenção do Fator Previdenciário, o qual considera nocivo a toda a sociedade brasileira. “O fator é uma situação inaceitável, que prejudica toda a sociedade, reduzindo o dinheiro da economia e, consequentemente, a qualidade de vida dos trabalhadores”, diz.

Custo ao governo

Ainda segundo o presidente, o custo do Fator Previdenciário seria de 3 bilhões ao ano para os cofres públicos, não sendo realizado devido o governo alegar dificuldade para manter este custo. “Quando foi para salvar o Eike Batista, o governo desembolsou 10 bilhões e quando é para dar o que é de direito à sociedade, ele alega não ter condições. Por isso, estamos nas ruas, mobilizando toda a classe trabalhadora e expondo para a sociedade que isto tem que acabar. Estamos com a expectativa de uma possível reunião no Planalto Central, para que possamos colocar um fim neste fator”, conta.

(Diário do Pará)

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