“Mãe, eu tenho dois pais, mas no meu registro não tem o nome de nenhum deles!”. Foi o que a dona de casa Vera Lúcia ouviu da filha, de 12 anos, quando a pequena olhou o registro de nascimento. A garota, educada pelo atual companheiro de Vera, é fruto de um namoro de juventude. O rapaz não assumiu a filha e terminou a relação. Agora, a mulher vai lutar junto ao Ministério Público do Estado (MPE) para que a paternidade seja reconhecida.
Vera é mais uma das centenas de mães do Pará que emitiram a certidão de nascimento dos filhos sem que os pais os reconhecessem. Ela esteve ontem na Escola Municipal Francisco da Silva Nunes, no Guamá, para ser atendida pela equipe da promotoria de justiça do MPE na tentativa de garantir o nome do pai no registro da filha. A escola foi a primeira a receber o projeto “Defesa da filiação nas Escolas Públicas do Município de Belém”.
“Há casos e casos, histórias e histórias”, disse o promotor de justiça de família Marcelo Maia de Sousa, ao explicar que nesta etapa a equipe ouve os relatos das mães e recebe os nomes daqueles que elas apontam como pais.
(Diário do Pará)
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