Foi iniciado às 13h30 desta quarta-feira (13), no Fórum de Belém, o debate entre defesa e acusação no júri de Joelson Alves de Mesquita, comerciante acusado de ter participado da execução do professor Hélio Nornam de Azevedo, em 1997.
Por parte da acusação estão os promotores de justiça Rui de Almeida Barbosa e Rosana Cordovil. Já na defesa do réu estão os defensores públicos Rafael Sarges e Alex Noronha. Na manhã de hoje, o julgamento foi iniciado com o depoimento de uma única testemunha, três foram arroladas pelo Ministério Público do Estado.
Os debates iniciaram com a manifestação da promotora de justiça Rosana Cordovil. Serão três horas seguidas de manifestações entre as partes, com mais uma hora de debates caso haja réplica e tréplica.
O RÉU
Joelson Alves de Mesquita está preso desde janeiro deste ano, quando tentou embarcar para Bahia com documentação falsa. O réu negou ter participado na morte de Norman. Ele confirmou ter comprado a arma na Casa das Armas, informado para emissão da Nota Fiscal o endereço dos irmãos Joel e Carlos Milhomem, este último quem efetuou os disparos contra a vítima. Em seu interrogatório o réu alegou que andava armado para se prevenir de assaltos, por que estaria trabalhando com compra e venda de joias e semi-joias.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado, o laudo pericial anexado ao processo comprovou ser a mesma arma usada no crime a comprada pelo réu. No interrogatório prestado, Joelson disse que estaria em Macapá no dia do crime e, ainda, que não embarcou com a arma por estar com documentação pendente. Ele disse ter deixou a arma com os irmãos Joel e Carlos Milhomen que posteriormente levariam até ele, em Macapá.
Já foram julgados pelo crime os ex-sócios Adalberto Batista e Arnaldo Félix da Silva. O primeiro há nove anos, condenado a 15 anos e dois meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. Arnaldo Félix da Silva Neto foi julgado em fevereiro de 2007, pegou 19 anos de reclusão, também em regime inicial fechado.
Joseli Menezes cunhado de Arnaldo Félix foi condenado a 18 anos de prisão, em agosto de 2008. Ele foi o responsável em alugar uma casa para alojar os executores e alocou o veículo usado no crime, apontado como intermediário nas contratações dos pistoleiros,.
Além de Joelson Alves de Mesquita, também acusado de executar o crime, Waldeci de Araújo que está foragido será julgado quando for capturado. Robson de Oliveira Benito foi impronunciado por falta de provas. Carlos Milhomem de Lima foi assassinado no Maranhão sendo extinta sua punibilidade.
(DOL, com informações do TJE/PA)
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