O comerciante Joelson Alves de Mesquita foi condenado a 23 anos de prisão, nesta quarta-feira (13), pela acusação de ser um dos executores do professor Hélio Norman. Inicialmente, Joelson cumprirá pena em regime fechado. Na acusação estão os promotores de justiça Rui de Almeida Barbosa e Rosana Cordovil. Em defesa do réu estão os defensores públicos Rafael Sarges e Alex Noronha. O julgamento já havia sido adiado por algumas vezes.
O depoimento de Raimundo Cardoso de Oliveira Júnior, ex-funcionário do Curso Norman foi considerado de caráter “imprescindível” para acusação, tendo o juiz determinado a condução dessa testemunha. As outras duas testemunhas da acusação que faltaram não foram localizadas pelo Ofício de Justiça, por isso foram dispensadas.
Ao ser interrogado, o réu negou autoria do crime, mas confirmou ter comprado em dezembro um revólver, na Casa das Armas, em Belém, informado para emissão da Nota Fiscal, o endereço dos irmãos Joel e Carlos Milhomem, este último acusado de efetuar os disparos contra a vítima. Em seu interrogatório, o réu alegou que andava armado para se prevenir de assaltos, porque estaria trabalhando com compra e venda de joias e semi-joias.
O laudo pericial anexado ao processo comprovou ser a mesma arma usada no crime a comprada pelo réu. No interrogatório prestado, Joelson disse que estaria em Macapá no dia do crime e, ainda, que não embarcou com a arma por estar com documentação pendente. Ele disse que deixou a arma com os irmãos Joel e Carlos Milhomen que posteriormente levariam até ele, em Macapá.
Já foram julgados pelo crime os ex-sócios, o médico Adalberto Batista e Arnaldo Félix da Silva. O primeiro em 16 de abril de 2004 foi condenado a 15 anos e dois meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. Arnaldo Félix da Silva Neto, julgado em 26 de fevereiro de 2007, pegou 19 anos de reclusão, também em regime inicial fechado.
Joseli Menezes, cunhado de Arnaldo Félix, foi condenado a 18 anos de prisão, em agosto de 2008. Ele fora o responsável em alugar uma casa para alojar os executores e alocou o veículo usado no crime, apontado como intermediário nas contratações dos pistoleiros.
Além de Joelson Alves de Mesquita, também acusado de executar o crime, Waldeci de Araújo, que está foragido, será julgado quando for capturado. Robson de Oliveira Benito fora impronunciado por falta de provas. Carlos Milhomem de Lima foi assassinado no Maranhão sendo extinta sua punibilidade.
Joelson Alves de Mesquita estava preso desde janeiro deste ano, quando tentou embarcar para Bahia com documentação falsa.
(DOL com informações do TJPA)
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