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Movida protesta contra mortes no Pará

“Um sofrimento que não tem fim” essas foram as palavras de dona Luzenira Vale da Silva, mãe do jovem estudante Thúlio Vale da Silva, 20 anos, brutalmente assassinado com dois tiros na nuca enquanto lanchava, momento em que retornava do curso preparatório

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“Um sofrimento que não tem fim” essas foram as palavras de dona Luzenira Vale da Silva, mãe do jovem estudante Thúlio Vale da Silva, 20 anos, brutalmente assassinado com dois tiros na nuca enquanto lanchava, momento em que retornava do curso preparatório Originale, por dois motoqueiros de capacete, que o confundiram com um morador do bairro. O assassinato aconteceu na travessa 14 de Março, entre Mundurucus e Conselheiro Furtado, completando ontem, um ano de verdadeira impunidade, pois até hoje os culpados não foram encontrados.

Filho único, e que possuía uma relação de total amor e companheirismo com a mãe “Nós conversávamos sobre tudo, sempre me teve como confidente além de ser muito amável e companheiro. Já se passou um ano e ainda não tive coragem de abrir o guarda roupa para ver as coisas dele. É uma dor que não vai passar, eu sei que não vai passar” desabafa dona Luzenira, com o choro entalado na garganta.

Considerado por amigos e familiares um jovem esforçado, estudioso e muito carinhoso com todos, a sua morte criou um grande vazio na vida das pessoas que conviviam com ele. “Dos vinte e um sobrinhos, ele era o caçula e sempre foi muito carinhoso e amado por todos, é uma perda imensurável, ainda mais da forma que ele se foi, não estava voltando de festas, pelo contrário, a sua única dedicação era com os estudos” conta com tristeza Maria das Neves, tia do jovem.

Para relembrar este caso que abalou a todos, ontem, foi realizada pelo Movimento Pela Vida (Movida) uma passeata que saiu da avenida Nazaré, ao lado da Basílica, seguindo em direção a 14 de Março, até o local onde o Thúlio foi assassinado, com o objetivo de chamar a atenção dos governantes e de toda a sociedade. No local foram deixados um pano preto simbolizando luto e flores em homenagem ao jovem.

Além dos familiares do estudante, pessoas que perderam seus entes queridos de forma cruel também estiveram presentes na passeata.

Segundo Nazareno Lobato, presidente do Movida, que existe há sete anos “Somente no Estado temos 300 casos que fazem parte do Movida, de todo o tipo de violência, assassinato, vítimas de trânsito, estupro, violência contra a mulher e outros. Hoje temos mais ou menos 30 casos reunidos na passeata e que também não tiveram os culpados devidamente presos, por isso estamos na rua, juntos, pedindo justiça não apenas pela família do Thúlio, mas para todas essas famílias que tiveram a vida dos seus entes queridos ceifadas”, afirma

As polícias Civil e Militar estão unidas com o movimento em solidariedade à luta dessas famílias. Qualquer informação é só ligar para o Disque Denúncia 181 ou 8362-1452, sem precisar se identificar.

(Diário do Pará)

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