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Segundo turno define líder do PT no Pará

Com cinco candidatos na disputa pela presidência do diretório estadual do PT do Pará, a decisão ficou para o segundo turno e a semana que passou foi de articulações dos dois finalistas. Milton Zimmer e Zé Geraldo disputam o comando do partido da president

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Com cinco candidatos na disputa pela presidência do diretório estadual do PT do Pará, a decisão ficou para o segundo turno e a semana que passou foi de articulações dos dois finalistas. Milton Zimmer e Zé Geraldo disputam o comando do partido da presidente Dilma Rousseff no Estado pelos próximos quatro anos. O eleito terá a importante missão de conduzir a legenda nas eleições do ano que vem, por isso a votação interna tem chamado a atenção de outros partidos. Os cerca de 29 mil filiados ao PT no Pará devem voltar às urnas no próximo domingo, 24. No primeiro turno, realizado dia 10, a abstenção chegou a quase 50% e há, entre os líderes, o temor de que aumente no segundo turno, já que só haverá dois nomes na disputa.

Primeiro colocado no 1º turno, com 5.082 votos, o equivalente a 28,7% do total, Zimmer segue como favorito. Tem o apoio de boa parte dos diretórios do sul e sudeste e conquistou o importante apoio da tendência Democracia Socialista (DS), da ex-governadora Ana Júlia Carepa.

A DS teve como candidato no primeiro turno o deputado federal Cláudio Puty, que ficou com 14,05% (2.572) dos votos. Uma das bandeiras da tendência da ex-governadora era a candidatura própria do PT, contrariando as tendências majoritárias que pregam aliança com o PMDB de Jader Barbalho já no primeiro turno. Tanto Zimmer quanto Zé Geraldo apoiam a ideia de um palanque único para Dilma Rousseff, reunindo PT e PMDB desde o primeiro turno. O apoio de Puty fortalece a candidatura de Zimmer.

“Os dois [Zé Geraldo e Milton] pensam muito parecido em relação à tática eleitoral para 2014. Nosso apoio a Zimmer se deve a concordâncias sobre o futuro interno do PT e também porque representa uma mudança na direção, que está há 30 anos com o mesmo grupo. Consideramos que a eleição dele é mais democrática”, diz o deputado Cláudio Puty ao comentar a decisão da DS.

Zé Geraldo, do PT pra Valer, mesma tendência de nomes como Valdir Ganzer e Airton Faleiro, teve 4.921 votos, o equivalente a 27,08%. Tanto Geraldo quanto Zimmer são do campo majoritário do PT, que hoje é chamado de “Construindo um Novo Brasil” (CNB).

A eleição teve ainda o candidato Bira Rodrigues, que conquistou 901 votos, 5,01% do total. Foi a mais disputada eleição interna do PT, único partido do País que faz eleições diretas entre os filiados para escolher as direções municipal, estadual e federal.

A tendência Unidade na Luta teve como candidato Marcos Oliveira. Terceiro colocado na disputa, o grupo que tem na liderança o ex-deputado Paulo Rocha optou por liberar os filiados. “Somos do mesmo campo e optamos por liberar os diretórios municipais para decidirem em razão das relações locais”, diz Paulo Rocha, provável candidato do PT ao Senado nas eleições do ano que vem.

Nas eleições do dia 10, foram escolhidos o presidente do diretório de Belém Apolônio Brasileiro e Rui Falcão para a presidência nacional, fortalecendo o grupo ligado direto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, grande defensor da aliança ampla como estratégia para facilitar a reeleição de Dilma Rousseff e garantir uma base de apoio confortável no Congresso.

No Pará, a estratégia é a aliança prioritária com o PMDB desde o primeiro turno, lançando Helder Barbalho para disputar o governo e Paulo Rocha na briga pela única vaga que estará disponível ao Senado. Em amplos setores do PT, a aliança já é dada como certa, mas o martelo só será batido em encontro estadual que poderá ocorrer ainda em dezembro deste ano. “Continuarei defendendo a candidatura própria e colocarei meu nome à disposição para concorrer ao governo”, diz Puty.

Milton Zimmer e Zé Geraldo são simpáticos à ideia da aliança desde o primeiro turno e a disputa entre ambos acabou fortalecendo, no PT paraense, a tese defendida por Lula.

(Diário do Pará)

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