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Professores seguem acampados na Sefin do Tauá

Já completa 11 dias, neste domingo (17), a greve dos professores da rede municipal de ensino de Santo Antônio do Tauá, nordeste do Pará, sem nenhum sinal de acordo entre a prefeitura e categoria. Os educadores seguem acampados no prédio da Secretaria de F

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Já completa 11 dias, neste domingo (17), a greve dos professores da rede municipal de ensino de Santo Antônio do Tauá, nordeste do Pará, sem nenhum sinal de acordo entre a prefeitura e categoria. Os educadores seguem acampados no prédio da Secretaria de Finanças do Município (Sefin) desde o último dia 13.

Segundo Joseane Santos, coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) de Santo Antônio do Tauá, desde o início da greve, no dia 7 de novembro, que a categoria não tem resposta de suas reivindicações. "O prefeito Sérgio Hiura não responde a nenhuma solicitação dos professores. Protocolamos ofícios pedindo explicações", disse. A maioria das escolas municipais está parada desde então.

Ainda de acordo com o Sintepp, somente no dia da ocupação da Sefin no município, os assessores jurídicos da prefeitura municipal estiveram no local com um documento oficializando uma conversa entre o prefeito e professores para o próximo dia 20, mas a categoria não concordou com a data. "A data que o prefeito marcou está muito longe. Um gestor público comprometido com a educação não quer ver aulas paradas", explica Joseane.

Os professores estipularam uma nova data, esta segunda-feira (18), para que o prefeito negocie com a categoria. A intenção da categoria é desocupar o prédio da Sefin somente quando todas as reivindicações forem atendidas. Uma nova assembleia geral está marcada para a manhã desta segunda-feira para definir os próximos atos da greve.

REIVINDICAÇÕES

A luta dos professores do município de Santo Antônio do Tauá é por melhores condições de trabalho, merenda escolar de qualidade, Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) para os profissionais de apoio, como serventes e vigias, além do resíduo de 2012 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb) e transporte escolar para os alunos oriundos da área rural.

"Ainda queremos o pagamento dos salários atrasados dos motoristas, que realizam transporte escolar e dos professores temporários", denuncia a coordenadora do Sintepp do município.

O DOL tentou contato com a prefeitura de Santo Antônio do Tauá na noite deste domingo (17), mas devido ao horário, ninguém atendeu as ligações. A reportagem fará nova tentativa na segunda-feira (18).

(DOL)

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