Policiais militares e policiais civis discutirão hoje em assembleias (19) os rumos da categoria. A primeira será às 16h, com a Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares do Pará (ADDMIPA) e profissionais do Corpo de Bombeiros. A segunda será às 19h, promovida pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Estado do Pará (Sindpol/PA).
Para o cabo Quadros, coordenador da ADDMIPA, existe uma pauta de diversas reivindicações que deverão ser entregues ao Governo do Estado: “Chegamos a fechar um acordo no ano passado e nada foi cumprido, queremos reafirmá-lo e garantir essa resposta”.
Os policiais militares querem garantir, principalmente, o direito a vida dos profissionais. “Desde o início deste Governo, 100 policiais foram mortos no Pará, e só este ano foram 32”, esclarece o coordenador.
Já para os policiais civis, questões como incorporação de abono, isonomia salarial, falta de equipamentos adequados, entre outras, são fundamentais. Durante as duas assembleias, será decidido se os policiais farão paralisação, entrarão em estado de greve, ou tentarão outras formas de abrir o canal de comunicação com o Governo.
O Cabo Quadros afirma que os policiais militares também estão em busca de equipamentos adequados: “Apenas 20% dos policiais da capital tem esse equipamento. Também queremos treinamento de aperfeiçoamento profissional de dois em dois anos no mínimo”.
Para o coordenador do ADDMIPA, existem várias formas de chamar a atenção do Governo para a causa dos policiais. “Pensamos em fazer um mutirão para fazer uma doação de sangue coletiva ou também, em atender apenas ocorrências, sem fazer as rondas habituais”, explica, “mas tudo isso será decidido durante assembleia”.
(Diário do Pará)
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