Onory Nascimento Barata, de 50 anos, deu entrada na última terça-feira (12), no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, localizado na travessa 14 de Março, em Belém, com um quadro que se assemelhava a um AVC. Hoje (19), a família de Onory, com medo de que algo mais grave aconteça, procurou o DOL para denunciar, que mesmo uma semana depois do paciente chegar ao hospital, ele continua sem acompanhamento médico, sem remédios ou qualquer diagnóstico.
De acordo com o primo de Onory, que prefere não se identificar, mas o acompanha no pronto-socorro, "a máquina de tomografia está quebrada e o paciente continua esperando por um leito e acompanhamento médico". Na quinta-feira (14), ele foi encaminhado à chamada “Sala Vermelha”, onde o hospital abriga os casos considerados mais graves.
"Os médicos nos informaram que os medicamentos necessários para ele (Onory) estão em falta. Disseram também que meu primo precisava ser transferido com urgência para uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas que esses leitos são quase impossíveis de se conseguir", disse, indignado, o primo do paciente.
Outra informação dada pelo hospital indgnou mais ainda os parentes de Onory Barata. De acordo com a família, a equipe do HPSM informou que "mesmo que tivesse um leito de UTI livre na unidade de saúde Onory não poderia ocupá-lo, pois o leito fica no 6º andar do prédio e que, no momento, o elevador está quebrado".
Sesma confirma que paciente continua sem leito
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) confirmou ao DOL, através de nota, que o paciente Onory Nascimento Barata chegou ao Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti no último dia 12 e que "três dias depois ele foi encaminhado para sala de reanimação – de cuidados intermediários entre a emergência e CTI". A Sesma disse ainda que o paciente fez exame de tomografia no dia 15 e recebe quatro tipos de medicações diárias, negando então a denúncia da família, que o paciente estaria sem acompanhamento médico.
Sobre a falta de leito, a Sesma informou que Onory está cadastrado na central de leitos e aguarda liberação de vaga. Quanto ao problema no elevador do HPSM, a secretaria "informa que passa por manutenção da empresa contratada".
(DOL)
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