plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 24°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Governo ajuda a piorar sofrimento de pacientes

Há mais de um ano, Valentina Felícia dos Prazeres Assunção, de 46 anos, uma mulher pobre como outras milhares que tiveram um câncer diagnosticado e fazem tratamento no Hospital Ophir Loyola, aguarda a liberação do medicamento Valcade, eficaz no combate ao

twitter Google News

Há mais de um ano, Valentina Felícia dos Prazeres Assunção, de 46 anos, uma mulher pobre como outras milhares que tiveram um câncer diagnosticado e fazem tratamento no Hospital Ophir Loyola, aguarda a liberação do medicamento Valcade, eficaz no combate ao mieloma múltiplo, um tipo de câncer das células plasmáticas da medula óssea. Sem o remédio, a doença avança e compromete outros órgãos vitais do corpo, como os rins, o que no caso de Valentina a obriga a passar por hemodiálise nos últimos dias.

O Ophir Loyola, para voltar a internar Valentina – ela ficou no hospital durante três meses e foi liberada para continuar o tratamento em casa, mas devido à falta do Valcade sofreu piora no estado de saúde e precisou de reinternação – e receber as dosagens do remédio prescrito em outubro do ano passado pela médica hematologista do hospital, foi obrigado a cumprir liminar judicial de obrigação de fazer impetrada pela promotora dos Direitos Fundamentais, Suely Cruz.

O hospital informou ontem aos familiares de Valentina que o remédio ainda não foi adquirido porque antes precisa passar pelos setores de contabilidade e almoxarifado, para só depois o pedido ser encaminhado ao fornecedor do medicamento. Enquanto essa exigência burocrática que está matando a paciente não é cumprida, ela padece com muitas dores e, a cada dia pior, recebe apenas medicação paliativa.

“Nós não sabemos mais o que fazer ou a quem recorrer. Estamos dependendo unicamente do hospital”, afirma Vânia dos Prazeres, sobrinha de Valentina, que falou com o DIÁRIO por telefone enquanto confortava a tia. No começo de 2010, Valentina foi internada no Pronto-Socorro da 14 de Março, onde ficou por 28 dias, sendo depois encaminhada ao Ophir Loyola e lá diagnosticada com mieloma múltiplo. Depois de ficar 90 dias internada, ela recebeu alta e foi liberada para que continuasse a fazer o tratamento em casa, o que se estendeu por dois anos.

Preço

Em outubro de 2012, a hematologista do hospital disse a Valentina que ela teria de tomar o medicamento Valcade (Bortezomibe), fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A família ficou assustada ao saber que uma ampola do remédio custa entre R$ 3,8 mil e R$ 4 mil. Como não tem dinheiro para pagar o medicamento que pode salvar-lhe a vida, Valentina foi obrigada a recorrer ao Ministério Público. A promotora Suely Cruz agiu com rapidez, obteve a liminar, mas nem assim a paciente recebeu a medicação do Ophir Loyola.

No processo interno de número 32696-981/2013, que tramita no hospital, ela cobrou um esclarecimento sobre a falta do remédio. A resposta não satisfez. Internada desde o último dia 7, os rins da paciente começaram a parar. Uma médica chegou a dizer, em tom de desabafo, que se Valentina tivesse tomado o Valcade não estaria com a saúde piorada.

Valentina fica refém da burocracia

Em nota ao DIÁRIO, o Hospital Ophir Loyola informa que o processo de compra do medicamento já está em fase de finalização. A assessoria de comunicação informa ainda que, em regra, o Ophir Loyola, como Hospital Público, possui um sistema de padronização de drogas, e mesmo com sua frequente atualização, incorrem casos onde o medicamento prescrito para tratamento da doença crônica degenerativa, não estará presente no rol padrão. Situação comum aos diagnósticos de câncer que, algumas drogas não reagem mais em determinada etapa da doença. Desafiando as equipes médicas em buscarem o melhor resultado com a administração de novo medicamento, sendo ou não padrão da Instituição. Assim, estes casos são resolvidos seguindo outro fluxo de aquisição (Imediato). “Mas ainda sim, precisa respeitar os prazos de compras regidos pelas leis que imperam Administração Pública”, finaliza a nota.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!