A violência no trânsito provocou a morte de 1.366 pessoas no Pará no período entre 2001 e 2011, a maioria delas, 856, vítimas de atropelamento. Foram 11,1 mortes para cada 100 mil habitantes. As informações são do “Mapa da Violência 2013, acidentes de trânsito e motocicletas”, feito pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino Americanos (Cebela). O crescimento em percentuais das taxas de óbito no Pará, entre 2001 e 2011, foi de 57,8%.
As mortes provocadas por motos somam 603, e vêm crescendo nos últimos anos no Pará. Em todo o Brasil houve aumento de 742,5% deste tipo de óbito nos últimos 15 anos. Em 1996, morriam 0,9 pessoas por 100 mil habitantes em acidentes de moto; em 2011 foram 7,6 mortes. Durante este intervalo de tempo, os acidentes por automóvel subiram em ritmo menor (41,2%).
Até 2007, os pedestres eram as maiores vítimas do trânsito no Brasil. Atualmente este posto é preenchido pelos acidentes de moto, que somam 25% de óbitos a mais do que os pedestres. Nos casos de morte de motociclistas, o campeão é o estado do Piauí, com 30,4 mortes por 100 mil habitantes.
Ainda de acordo com o levantamento, a cidade de Presidente Dutra, no Maranhão, é a cidade com o trânsito mais violento do Brasil. Com população de 45.155 habitantes, teve 219 mortes nos últimos cinco anos, o que significa uma taxa de 285,7 mortes por 100 mil habitantes, total 16 vezes maior do que a do Estado de São Paulo. No Pará a mais violenta é Ananindeua, que passou de 100 mortes em 2007 para 254 em 2011, um aumento de 53,1%
Em 2011 o Tocantins assumiu a liderança de falecimentos no trânsito, com 37,9 mortes por 100 mil habitantes.
Em seguida, vem Rondônia (37,5 por 100 mil), Mato Grosso (35,2), Piauí (34,7) e Mato Grosso do Sul (34,7). O Pará é o 24º, com 17,8 mortes por 100 mil habitantes. Já o Amazonas (14,4) é o Estado menos violento. Em relação às mortes de motociclistas, a maior taxa de mortes é encontrada no Piauí (30,4).
Mortes em acidentes cresceram nas capitais
Com relação às capitais em todo o Brasil, o número de óbitos em acidentes aumentou 9,2% e as taxas até caíram levemente: -2,3%. Esse diferencial pode ser atribuído à concentração da fiscalização, campanhas educativas, e outras ações nas capitais. Mais da metade – 14 das 27 capitais – teve quedas em suas taxas, com destaque para Belém, Rio de Janeiro e Natal. De forma negativa, destacam-se Porto Velho e Salvador, onde as taxas mais que duplicaram no período.
A evolução das taxas das capitais em relação com as taxas do país também foram destacadas no estudo. Enquanto as taxas do país tiveram um crescimento quase constante a partir do ano 2001, nas capitais elas praticamente estagnaram entre 2001 e 2006, para iniciar, a partir desse ponto, um processo de reversão até 2009. Mas segundo o levantamento, observa-se um forte aumento em 2010. As maiores taxas em 2011 podem ser encontradas em Porto Velho, Teresina e Aracajú. Já as menores em Belém, Rio de Janeiro e São Paulo.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar