Durante uma coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (25), o Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil (Sindpol) falou sobre os motivos que fizeram a categoria optar por greve, após assembleia geral realizada no dia 19 deste mês. A greve será deflagrada a partir da madrugada desta terça-feira (26).
De acordo com diretor jurídico do Sindpol, Pablo Farah, a greve foi a última opção da categoria. "O governo não quis sentar para negociar com a categoria e atender as reivindicações. Não queríamos isso, mas foi nossa última opção. E para isso fizemos tudo dentro da legalidade", explica. Ele ressalta ainda que "a greve não é uma questão política, como o governo do Estado quer falar, mas, sim, uma questão de necessidade".
Entre as reivindicações da categoria estão o cumprimento da carga horária de 44 horas semanais, melhores condições de trabalho, pagamento antecipado das diárias, isonomia entre nível médio e superior, gratificação de escolaridade, progressões funcionais, incorporação do abono salarial, entre outras.
"O governo exige nível superior na hora de entrar no cargo, porém o Estado paga como se fosse nível médio. Queremos corrigir essa distorção", afirma Farah.
De acordo com o Sindpol, a greve está sendo feita dentro da legalidade e 30% do efetivo estará trabalhando. "Sabemos que o efetivo de 2600 policiais é pouco para atender toda a demanda. A população será afetada, mas não ficará sem atendimento", afirma Pablo.
Na manhã de hoje, a categoria esteve reunida no Ministério Público para apresentar todas as tentativas de negociação com o governo e pedir o apoio.
(DOL)
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