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Retorno de obras de Belo Monte é frustrado

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sintrapav), na tentativa de retomar as atividades nos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Vitória do Xingu, no sudoeste do Pará, o Consórcio Construtor Belo

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Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sintrapav), na tentativa de retomar as atividades nos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Vitória do Xingu, no sudoeste do Pará, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) distribuiu panfletos, na manhã desta quarta-feira (27), aos funcionários alertando sobre possível desconto salarial caso os serviços não fossem retomados. O consórcio desmentiu a informação dada pelo Sintrapav e disse que não fez qualquer tipo de ameaça aos funcionários.

De acordo com Roginel Gobbo, vice-presidente do sindicato, o Consórcio chegou a encher cerca de 400 ônibus com funcionários, mas uma mobilização nos portões dos canteiros impediu a retomada das obras. "O CCBM distribuiu panfletos falando que os funcionários teriam desconto em seus salários e conseguiu encher 400 ônibus para que eles voltassem a trabalhar. Mas, nós organizamos um piquete e impedimos que isto acontecesse", afirmou Gobbo.

De acordo com o vice-presidente, as negociações com o Consórcio Construtor seguem emperradas. A nova proposta do CCBM ainda não teria sido feita e, desta forma, a retomada dos serviços continuaria suspensa. "Estamos aguardando um posicionamento do Consórcio. Só faremos assembleia caso essa nova proposta seja feita e possamos discutí-la", disse o vice-presidente.

De acordo com o CCBM, a proposta inicial, que contém reajuste salarial de 11%, aumento no valor do vale-alimentação para R$ 260, além de diminuição no período de "baixada", quando os trabalhadores são dispensados para retornar para suas cidades de origem, de 180 dias para 90 dias, continua valendo. O Consórcio continua avaliando um posicionamento judicial.

Para o Sintrapav, além da nova proposta do CCBM, uma mobilização dos trabalhadores dispostos a aceitar a proposta inicial feita pelo Consórcio seria outra possibilidade para a retomada das obras. Enquanto a situação não é resolvida, Belo Monte parece se transformar em uma história sem fim.

(José Fonteles/DOL)

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